30 novembro 2009

NO FINAL DE MAIS UM DIA, A PRESENÇA DE MÁRIO QUINTANA

O tempo

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.

Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.

Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente...
nunca mais voltará.

Imagem- google

NEM JESUS SALVA!

Fonte: O Dia Online 30/11/09

http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2009/11/padre_torrou_r_14_milhoes_da_igreja_49706.html

Padre torrou R$ 14 milhões da igreja

Auditoria aponta gastos desnecessários de ex-controlador de contas da Arquidiocese do Rio

POR FERNANDO MOLICA

Rio - Auditoria nas contas da Arquidiocese do Rio de Janeiro mostrou que, nos 16 meses em que controlou as finanças e os bens da Igreja no município, o padre Edvino Alexandre Steckel torrou R$ 14 milhões em despesas desnecessárias ou não justificadas...

A Alegria na Tristeza

Mais um texto da Martha Medeiros para iniciarmos uma nova semana.

O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil.

O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.

Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.

Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.

Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.

Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.

Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada.
Martha Medeiros

29 novembro 2009

MAIS SAMBA

Apresentação

Biscoito Fino lança em DVD documentário de 1969 com Maria Bethânia, Paulinho da Viola, Pixinguinha, João da Baiana e Baden Powell, entre outros.

Foi no mês de fevereiro de 1969 que o diretor de cinema francês Pierre Barouh desembarcou no Rio de Janeiro disposto a registrar em película momentos de uma música que, embora conhecesse pouco, o fascinava intensamente. O olhar do estrangeiro, de coração aberto para a música brasileira, capturou imagens que durante 36 anos permaneceram desconhecidas no país.

A Biscoito Fino lança agora, em DVD, o filme Saravah, resultado das sessões de filmagem de Barouh com os ancestrais Pixinguinha e João da Baiana, então octagenários, os jovens Maria Bethânia (aos 21 anos) e Paulinho da Viola, tendo Baden Powell como elo de ligação entre gerações tão distantes e fundamentais da arte brasileira.

A nova missão artística francesa empreendida por Barouh se inicia no desfile da Mangueira no carnaval daquele ano. Do glamour da avenida, a ação se desloca para um bar do subúrbio carioca, na rua Pixinguinha, registrando o encontro entre o genial maestro e Baden Powell, intermediado pelo cineasta. Pixinguinha lembra a viagem dos Oito Batutas a Paris, na década de 20, e chega a cantarolar a música tema do grupo com o qual se apresentou durante oito meses na capital francesa.

Interessado nas intervenções culturais e religiosas da presença da África no Brasil, Barouh entrevista João da Baiana que, acompanhado por Baden ao violão, sapateia e toca prato e faca, enquanto entoa Okekerê, de sua autoria, e Yaô, de Pixinguinha. Um momento em que a história atemporal do Brasil é materializada em imagens pelas lentes de Barouh.

História esta que se manifestava espontaneamente diante do diretor europeu. A seqüência que mostra Maria Bethânia quase menina ao lado do também muito jovem Paulinho da Viola é para figurar em qualquer antologia da música brasileira. A ação se passa numa mesa de bar, ao ar livre, com a presença de vários amigos e uma atmosfera que combinava descontração e reverência.

Bethânia e Paulinho interpretam sambas de Jair do Cavaquinho (Pecadora), Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito (Pranto de Poeta), além de criações do próprio Paulinho, como Coração Vulgar e Coisas do Mundo minha Nega. Paulinho teoriza sobre o universo das escolas-de-samba e suas influências, diante da cumplicidade e contemplação de Bethânia e de um diretor em êxtase.

A seqüência seguinte mostra uma jam session de Bethânia, ao lado de músicos como o trombonista Raul de Souza e o pianista Luis Carlos Vinhas, interpretando canções de Caetano Veloso – Baby e Tropicália – então exilado em Londres. Da Bahia cosmopolita para um Pernambuco nostálgico, Bethânia recria o Frevo número 1 do Recife, de Antonio Maria, e Pra Dizer Adeus, de Edu Lobo e Torquato Neto, em imagens raríssimas onde a própria cantora se acompanha ao violão, executando a harmonia intrincada de Lobo.

É a hora do encontro entre Baden e Pixinguinha, lá no começo do filme, desdobrar-se inevitavelmente em música, através de uma acachapante versão de Lamentos, de Pixinguinha, com o maestro estabelecendo contrapontos em seu saxofone para o violão de Baden. Quando o espectador já não tem mais fôlego para tanto impacto visual e sonoro, entra a seqüência do Baden Powell Quarteto, com a participação da cantora Márcia, interpretando a mesma Lamentos, agora com a letra de Vinicius de Moraes, parceiro de Baden nas canções que se seguem: Formosa e Tempo de Amor. Para finalizar, o próprio Barouh entoa Samba Saravah, versão em francês do Samba da Bênção, de Baden e Vinicius, também com Baden ao violão.

Nos extras, uma visita de Barouh ao morro do Cantagalo, no Rio, em 2003, acompanhado do cineasta Walter Salles Junior, na casa do compositor Adão Xalebarada, e a gravação da cantora Bia, acompanhada por Sivuca, de La Nuit de mon Amour, versão de A Noite do meu Bem, clássico de Dolores Duran, vertida para o francês por Pierre Barouh.

O que era privilégio de franceses e japoneses (que tiveram anteriormente acesso a edições em DVD), passa a patrimônio brasileiro, com o lançamento de Saravah. Se o som direto às vezes pode deixar a desejar para o espectador mais exigente, o valor documental impõe a obra como um dos mais impactantes lançamentos da música brasileira na era do DVD.


http://www.biscoitofino.com.br/bf/cat_produto_cada.php?id=137


Assista alguns capítulos:

http://www.youtube.com/watch?v=98gYhQixXwo

Pixinguinha, Baden Powell e João da Baiana tocam Lamento (de Pixinguinha e Vinicius de Moraes) no documentário SARAVAH, de 1969, de Pierre Barouh.


http://www.youtube.com/watch?v=MpaNVNZDwsE&feature=related

Maria Bethânia e Paulinho da Viola cantam "Rosa Maria" de Eden Silva e Anibal Silva, para o Documentário Francês de 1969 "Saravah", de Pierre Barouh.


http://www.youtube.com/watch?v=l0mFVOnGrXM&feature=related

Paulinho da Viola e MAria Bethânia - Pranto de Poeta (de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito), filme Saravah, 1969, de Pierre Barouh.

28 novembro 2009

BEBA DO SAMBA (clique aqui)

Muito bom o SOM BRASIL de ontem, todas as interpretações, e nesse vídeo, em especial, lembrando o samba autêntico. Clique no TÍTULO acima ou aqui...
http://www.youtube.com/watch?v=sbeOZ9KMSzE

FINAL DE SÁBADO COM MÁRIO QUINTANA



O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você.
Mario Quintana
Foto-google

Bonde de Curitiba (clique aqui)


heli,
Os bondes de Curitiba também estão num link dos Bondes do Brasil - clique no TITULO acima ou aqui http://www.tramz.com/br/ct/ctp.html
Ah, e nessa foto sou eu mesmo, num bonde em Juiz de Fora-MG. Mas os bondes continuam, no Rio (Santa Teresa) e alguns ai em Curitiba, certo? (ney).

27 novembro 2009

AINDA OS BONDES



Na postagem anterior "Bondes do Brasil" eu disse que um deles (Santa Rosa/Viradouro), passava aqui próximo de onde eu moro. Passei hoje lá de bicicleta e fotografei o mesmo prédio de esquina da foto, antes (1949) um armazém, hoje comida a peso, repare nos detalhes acima das marquise do prédio, nas portas etc. Estou colocando apenas uma parte da foto do bonde porque no respectivo site diz que é proibida a reprodução de fotos, apesar de estar na internet, mais para mostrar que é o mesmo prédio e local, o imóvel está na esquina da Rua Santa Rosa com Rua Domingues de Sá, e o bonde logo depois está passando em frente e esquina da Rua Dr. Sardinha, que começa em direção oposta.
O bonde de 1949 já se foi, mas o imóvel continua lá. E eu caçando, identificando e clicando essas imagens que ficaram na memória. Não faz muito tempo um jornal local publicava fotos de pedaços de fachadas de construções antigas, o suplemento saía na sexta-feira e tínhamos até segunda-feira para mandar o cupom identificando as 10 imagens, concorrendo a premios. Acontecia uma grande mobilização de pessoas no final de semana, buscando encontrar cada ponto, e era mais uma forma de preservar a memória da cidade.
O endereço dos BONDES DO BRASIL é
http://www.tramz.com/br/ch/ch1.html ..... e a foto do bonde é a quarta da primeira página do site.

A DOR QUE DÓI MAIS

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.

Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.

Martha Medeiros

Fonte:Google

26 novembro 2009

SEGUINDO O NEY











Fotos do MAC e da vista.

The PEN history (clique aqui)

Recebi da Rosângela Monnerat, adorei esse vídeo, criatividade pura.
A Olympus tirou mais de 60 mil fotos, “revelou” 9.600 delas e usou 1.800 para fazer o filme que você verá , que segundo a empresa não tem nada de pós-produção. É uma colagem pura e simples. Um espetáculo de criatividade. Clique no TÍTULO acima (ney).

25 novembro 2009

PESCANDO LUZES...



VIEMOS PESCAR OU APRECIAR A NATUREZA? ... ou ESTAMOS FALANDO DE CIÊNCIA? (foto ney).
O universo todo é energia pura e reage às nossas expectativas e ações. Ela pode ser sentida ao observamos a natureza a nossa volta, onde tudo convive e se ajusta em harmonia. Nas correrias nem sempre conseguimos percebê-la, deixando fluir talvez pudéssemos pescá-la. A nossa interação com o momento depende da intensidade que o vivemos.
Mas não se quer aqui focar apenas "visões" no sentido esotérico, como se pode imaginar, mas no sentido de percepção, constatação e conscientização.
A observação de tudo a nossa volta é também ciência e, bem usada, pode nos levar ao crescimento em todos os sentidos. Aqui mesmo velejando nessas águas, aprendi a observar os ventos, correntes, marés, e aproveitar melhor essas energias. Informações bem simples e de grande proveito. Águas assim espelhadas, por exemplo, revelam ausência de ventos, que chamamos de sombras, e procuramos caminhos onde as brisas deixam sinais nas águas. Até os vôos dos pássaros nos revelam informações importantes. Uma grande calmaria, quedas bruscas de pressão atmosférica, podem nos alertar para mudanças bruscas no tempo, tempestades, ventanias. O pescador com sua experiência pode mesmo localizar cardumes de peixes. Os grandes navegadores tornaram assim possíveis suas aventuras e conquistas no mar, criaram instrumentos de navegação, tiveram mesmo que usar de estratégias para superar dificuldades religiosas, prometendo terras aos reinos que patrocinavam suas viagens, e que levariam a religião aos novos povos. Somos eternos aprendizes e precisamos usar essas energias e luzes no melhor sentido, e não em guerras e tiranias. (ney).

BICICLETA DO FUTURO (clique aqui)

Por enquanto sigo pedalando a minha...

FALTA UM MÊS PARA O NATAL

Leia em JARDECO7:

FALTA UM MÊS PARA O NATAL

BONDES (clique aqui)



BONDES DO BRASIL - Carlheinz Hahmann. (IMPERDÍVEL).
Clique no TITULO acima e veja os bondes de Campinas, Rio, Niterói, Juiz de Fora, São Paulo, Santos.
Puxa! Estou velho mesmo, pois conheci quase todos, os do Rio, Niterói, São Paulo, Santos, Juíz de Fora. O da foto é em Juiz de Fora (sou o penúltimo); o outro é no centro de Niterói (1949), não é dessa coleção, e não estou na foto, era uma criança.

24 novembro 2009

VOCÊ CONHECE SÃO PAULO ? (clique aqui)

Durante 5 anos morei e trabalhei em São Paulo, conheço bem essa IMENSA cidade, o interior e o lindo litoral. Viver entre Rio e São Paulo foi para mim uma experiência importante, elas se completam numa vida empresarial, artística e turística muito dinâmica. Morei na Rua Gabriel Monteiro da Silva, no coração dos Jardins, trabalhei na Av. Paulista, minha mulher deu aula num ótimo colégio, onde meu filho também estudou. Fiz grandes amizades com as quais ainda tenho contatos. Meus pais (descendentes de portugueses), nasceram em Minas Gerais, moraram em São Paulo, mas depois veio toda a família para o Rio. Clique no TÍTULO acima e assista ao belo vídeo. (ney).

23 novembro 2009

COMO NUVENS PELO CÉU


Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto ney)

Como nuvens pelo céu
Passam os sonhos por mim.
Nenhum dos sonhos é meu
Embora eu os sonhe assim.
São coisas no alto que são
Enquanto a vista as conhece,
Depois são sombras que vão
Pelo campo que arrefece.

Símbolos? Sonhos? Quem torna
Meu coração ao que foi?
Que dor de mim me transtorna?
Que coisa inútil me dói?

Fernando Pessoa

UMA VALSA, UMA IMENSA ESFINGE, UM MOMENTO DE LAZER? Veja e sinta do seu jeito


Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto ney).
O Parque da Cidade, em Niterói, tem mesmo uma vista privilegiada. Dele podemos ver todo o Rio e suas montanhas, o centro da cidade, Aterro do Flamengo, Botafogo, Copacabana, a Baía da Guanabara, a ponte Rio/Niterói, a Ilha de Paquetá, a Serra dos Órgãos em Teresópolis (Dedo de Deus). Podemos inclusive ver Niterói, tanto do lado da Baía da Guanabara como a região oceânica, e a entrada da barra por onde chegaram os primeiros navegantes, o oceano a perder de vista.
É gostoso ficar aqui apreciando o vôo livre, muitos ficam a namorar, conversar, olhando a paisagem, existe estacionamento, bar e uma boa estrutura. A subida é toda asfaltado e passando pela floresta, há quem suba a pé e de bicicleta, apesar de ser bem íngreme.
Podemos fazer uma viagem histórica no tempo (século XVI), imaginando os indios e a chegada dos primeiros navegantes, os relatos de Jean de Léry sobre a chegada de Villegagnon; os de Hans Staden que esteve prisioneiro dos indios, desde São Vicente até o Rio. A expulsão dos franceses e seus aliados indios tamoios, pelos portugueses contando com a ajuda do indio Araribóia e sua gente, essa Baía foi palco de violentos combates.
Num contexto místico e de ciência, imaginar que essas montanhas formam o que seria a maior esfinge do mundo... http://www.sete.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=101%3Alocais-sagrados-da-teosofia-brasileira&catid=37%3Aportal&Itemid=30 e http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/cadernos/jb_ecologico/2005/03/04/jorjbe20050304035.html Ou ouvir a VALSA DE UMA CIDADE - Ismael Netto e Antonio Maria, na voz de Rita Lee.
http://www.youtube.com/watch?v=SywaUIYiE9Q

O SOL ÀS CASAS, COMO A MONTES (PESSOA)

O sol às casas, como a montes,
Vagamente doura.
Na cidade sem horizontes
Uma tristeza loura.

Com a sombra da tarde desce
E um pouco dói
Porque quanto é tarde
Tudo quanto foi.

Nesta hora mais que em outra choro
O que perdi.
Em cinza e ouro o rememoro
E nunca o vi.

Felicidade por nascer,
Mágoa a acabar,
Ânsia de só aquilo ser
Que há-de ficar _
Sussurro sem que se ouça, palma
Da isenção.
Ó tarde, fica noite, e alma
Tenha perdão.

Fernando Pessoa

CAMPEONATO BRASILEIRO

Torcedor do FLUMINENSE agride a esposa que usava um vestido "TOMARA-QUE-CAIA".

DOIS SELOS SIGNIFICATIVOS



SELO AMIZADE


SELO BLOGUEIROS UNIDOS


Estamos chegando junto com mais uma homenagem. O Chega Junto recebe com muito orgulho dois significativos selos oferecidos pela nossa amiga Ná (Fernanda Ferreira) do blog "Na Casa do Rau".

Fernanda, muito obrigado em nome do grupo Chega Junto.



22 novembro 2009

A PAISAGEM E O DETALHE




SÁBADO DOURADO



































Clique sobre as imagens para ampliá-las (fotos ney) - sábado - 21/11/09.

Na foto do barco passando (última), pode-se ver o Cristo Redentor acima das nuvens.

21 novembro 2009

Esperança

Para animar esse final de sábado, um pensamento de Mário Quintana:

"A esperança brota eternamente no peito do homem. Ele nunca é, mas espera sempre ser feliz".

PEDALANDO E CLICANDO

Hoje dei uma boa pedalada, nem estava tão quente (30º), soprava uma agradável brisa, um dia bem azul, apesar do feriado, muita gente viajando, estava a orla cheia, e fui clicando praças, igrejas, orla, pessoas passeando, mergulhando, cotidianos, mas se já estão no meu blog algumas fotos, nem preciso postar aqui também, querendo chegar junto estão em http://neyniteroi.blogspot.com/
Mas continuo lá e cá, o neyniteroi nasceu quando achei que o CHEGA JUNTO estava devagar, quase parando, mas ele voltou com força total. Meu blog vai devagar e sempre, poucos seguidores, mas é um jeito de chegar junto comigo mesmo também. Abraços/ney.

20 novembro 2009

Dia Nacional da Consciência Negra













Deixo aqui o meu abraço a todos os afro-descendentes juntamente com a minha esperança sincera de que a cada dia mais, todos nós, independente da cor de nossas peles, aprendamos a caminhar de mãos dadas com o objetivo de construir uma sociedade mais justa e igualitária para os nossos descendentes.

História do Dia Nacional da Consciência Negra

Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.

A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.

Importância da Data

A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira.
A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão.

Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre considerados hérois nacionais. Agora temos a valorização de um líder negro em nossa história e, esperamos, que em breve outros personagens históricos de origem africana sejam valorizados por nosso povo e por nossa história. Passos importantes estão sendo tomados neste sentido, pois nas escolas brasileiras já é obrigatória a inclusão de disciplinas e conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura afro-brasileira.

SEM FRONTEIRAS (clique aqui para ler os textos)

Por minhas mãos
João Felinto Neto

Resumo:
O pensamento racional e comedido, criterioso e definitivo, faz da maioria das pessoas meros espectros de homens. Amnésicos, esquecemos nossos sonhos. Explorados, marginalizados, saqueados, esquecidos, seguimos a multidão. Nossos sentidos figadais, anestesiados pela própria cisão com o mundo, não nos faz perceber os detalhes que o tempo transformou. Em sua poesia, João Felinto nos mostra a lucidez de ser louco, e envergar a patética normalidade hipócrita que nos interna no manicômio do mundo moderno. O sentido sinestésico de ler o ambiente, de sentir seus segredos, de inundar os corações com sentimentos sublimes, mas perceber o limite claro dos paradoxos de uma existência que nos sufoca e nos expande, nos liberta e nos clausura, nos eterniza e nos dizima. Retrata-nos a saga do dia, que o tempo dispôs a seu gosto. As mudanças que agrisalham os cabelos e nos nutre a alma de experiências voláteis. Vai do ácido ao aquoso, do nascer ao morrer, sem entrelinhas. Não reveste de púrpuras o vaso de plantas sequiosas. Não verá no relógio a hora do almoço sem sentir o tilintar dos ponteiros, poetizar o tempo sem respostas. Não abrirá os olhos sem perceber réstias de sol irresoluto, lhe alertar as retinas. Não calará segredos de ouvidos magoados - reclamará a dor. Suas tardes opacas, se não forem suas, transluzir-se-ão aos olhos radiantes do poeta louco. E por suas mãos, reescreve a história de um cotidiano, realmente humano. E nos dá um ponto final, " microscópico, impertinente, a incomodar o macrocosmo indiferente das convenções gerais".

POR MINHAS MÃOS
Muitas vezes quando estou criando um poema, a mente pára por alguns instantes, mas as mãos continuam a escrever ou a digitar. E alguns desses versos são calejados e rudes, enquanto outros são extremamente macios e carinhosos. O resultado é um poema composto por minhas mãos.

Clique no TITULO acima ou no endereço que segue para ler os textos: http://www.komedi.com.br/escrita/leitura.asp?Texto_ID=2555

19 novembro 2009

ESPUMAS FLUTUANTES (clique aqui para o vídeo)




Clique para ampliá-las (fotos ney). A imensa Serra dos Órgão no entorno da Baía da Guanabara.

As nuvens formadas pela evaporação das águas, principalmente do oceano, encontram as montanhas da Serra do Mar e nelas despejam as chuvas que vão regar a MATA ATLÂNTICA, encharcar o solo e formar os rios que deságuam na Baía de Guanabara.
A Serra do Mar é revestida pela Mata Atlântica, um dos ecossistemas mais ricos em biodiversidade do planeta. Nas montanhas, a floresta é ainda exuberante e age como a primeira camada de uma esponja, guardando a água das chuvas e liberando-a gradualmente para o solo e para os rios.
Os rios que nascem a partir das chuvas nas florestas correm montanha abaixo, percorrem planícies, atravessam cidades, abastecem os manguezais e, por fim, despejam suas águas na Baía de Guanabara.
ESPUMAS FLUTUANTES - (Castro Alves). Prólogo
Trecho: Das bandas do ocidente o sol se atufava nos mares como um brigue em chamas..." e daquele vasto incêndio do crepúsculo alastrava-se a cabeça loura das ondas.
Além... os cerros de granito dessa formosa terra de Guanabara, vacilantes, a lutarem com a onda invasora de azul, que descia das alturas... recortavam-se indecisos na penumbra do horizonte.
Longe, inda mais longe... os cimos fantásticos da serra dos Órgãos embebiam-se na distância sumiam-se, abismavam-se numa espécie de naufrágio celeste.

Os 53 poemas reunidos em Espumas flutuantes (1870) sintetizam todas as características inovadoras de Castro Alves. O título incomum transmite uma poderosa idéia de transitoriedade: o desalentado poeta sente sua vida esvair-se, como as espumas no mar agitado, frente à iminência da morte (de fato, ele viria a falecer menos de 1 ano após a publicação, em 1871).
Início: um canto à leitura
Antevendo a necessidade do incentivo à leitura no Brasil (e de Castro Alves afirmou Fausto Cunha era dotado de "um sentido divinatório que lhe insuflava soluções difíceis de esperar no seu tempo"), o poeta traz uma bênção a todos que dedicam-se a este labor: O LIVRO E A AMÉRICA, é o primeiro poema, de seu primeiro livro...

Oh! Bendito o que semeia
Livros... livros à mão cheia...
E manda o povo pensar!
O livro cainda n'alma
É germe - que faz a palma,
É chuva - que faz o mar.
(...)
Bravo! a quem salva o futuro!
Fecundando a multidão!...
Num poema amortalhada
Nunca morre uma nação.
[editar] Conclusão
O livro reúne 53 poemas. Apesar da juventude, de ser o primeiro livro, revela um poeta amadurecido, consciente de sua capacidade e capaz de, ante seu "Aves de Arribação", colher o seguinte comentário de Eça de Queirós, quando lia-lhe o poema Eduardo Prado - interrompendo-o na altura dos versos "As vezes quando o sol nas matas virgens / A fogueira das tardes acendia...":
"Aí está, em dois versos, toda a poesia dos trópicos".
impondo-se à admiração dos homens e arrebatando paixões às mulheres. Ocorrem então os primeiros romances, que nos fez sentir em seus versos, os mais belos poemas líricos do Brasil. Em 1863 a atriz portuguesa Eugênia Câmara se apresentou no Teatro Santa Isabel. Influência decisiva em sua vida exerceria a atriz, vinda ao Brasil com Furtado Coelho.
Em janeiro de 1868, embarcou com Eugênia Câmara para o Rio, sendo recebido por José de Alencar e visitado por Machado de Assis. A imprensa publica troca de cartas entre ambos, com grandes elogios ao poeta. Em março, viajou com Eugênia para São Paulo. Decidira ali - na Faculdade de Direito de São Paulo - continuar seus estudos, e se matriculou no 3º ano.

PONTE RIO - NITERÓI











18 novembro 2009

REAL GABINETE PORTUGUEZ DE LEITURA - Rio de Janeiro
















BARCA - Travessia Niterói/Rio de Janeiro


Esta embarcação já foi substituída por outra mais rápida.

NITERÓI - ITACOATIARA











A Magia de Mário Quintana

PROJETO DE PREFÁCIO

Sábias agudezas... refinamentos...
- não!
Nada disso encontrarás aqui.
Um poema não é para te distraíres
como com essas imagens mutantes de caleidoscópios.
Um poema não é quando te deténs para apreciar um detalhe
Um poema não é também quando paras no fim,
porque um verdadeiro poema continua sempre...
Um poema que não te ajude a viver e não saiba preparar-te para a morte
não tem sentido: é um pobre chocalho de palavras.
Mario Quintana

17 novembro 2009

Queria que você estivesse aqui - Pink Floyd (clique aqui)


Então...
Daqui do Parque da Cidade, em Niterói, temos uma bela vista da região oceânica de Niterói, praias de mar aberto, lagoas, reservas florestais; do outro lado o Rio, a Baía da Guanabara, ponte, Ilha de Paquetá etc. São duas rampas de vôo livre, para um lado e outro. Passamos alguns reveillons aqui, vendo os fogos de toda a cidade. Segue um dos vídeos do youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=P7tOcLZ6tdo&feature=fvw

TESTE


Ih! Então não entendi a pergunta, mas está funcionando, texto e imagem, conforme se vê aqui. Clique no título para ouvir a música. ney.

Pergunta que não me sai da cabeça:

É verdade que não é mais possível usar a ferramenta "colar" nas postagens?

Quem souber responder....

PEDAGOGIA - Entrevista Mario Sergio Cortella - O professor comenta a federalização do ensino, a progressão continuada, piso salarial, formação...

Clique no título para ler a entrevista.

16 novembro 2009

PÔR-DO-SOL (Clique aqui)


Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto ney) - Foto tirada da Igreja São Judas Tadeu.
O ÚLTIMO POR-DO-SOL (Lenine)
Clique no TÍTULO acima ou aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=LMbaAXfRgsY

15 novembro 2009

CIDADE VIVA (Clique aqui)


Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto ney).
Eu gostaria de saber dizer assim com beleza e poesia, como diz a Virginia Schall de sua CIDADE VIVA, nesse belo poema premiado. Clique no TÍTULO ACIMA, ou aqui...
http://www.revista.agulha.nom.br/1vschall01.html

Encerrando o domingo com Fernando Pessoa

Tenho Tanto Sentimento

Tenho tanto sentimento
Que é freqüente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.
Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.

Fernando Pessoa

Uma pitadinha de bom humor

A ARTE DE NEGOCIAR

PAI - escolhi uma ótima moça para você casar.
FILHO - Mas, pai, eu prefiro escolher a minha mulher.
PAI - Meu filho, ela é filha do Bill Gates...
FILHO - Bem, neste caso, eu aceito.

Então, o pai negociador vai encontrar o Bill Gates.
PAI - Bill, eu tenho o marido para a sua filha!
BILL GATES - Mas a minha filha é muito jovem para casar!
PAI - Mas este jovem é vice-presidente do Banco Mundial...
BILL GATES - Neste caso, tudo bem.

Finalmente, o pai negociador vai ao Presidente do Banco Mundial.
PAI - Sr. Presidente, eu tenho um jovem recomendado para ser vice-presidente do Banco Mundial.
PRES. BANCO MUNDIAL - Mas eu já tenho muitos vice-presidentes, mais do que o necessário.
PAI - Mas, Sr., este jovem é genro do Bill Gates.
PRES. BANCO MUNDIAL - Neste caso ele pode começar amanhã mesmo!

Vamos soltar os bichos...


por Haylton Farias

Tenho notado que nós, seres humanos, não podemos soltar os bichos...em todos os sentidos. No sentido literal, todo animal deve ficar preso, no mínimo acorrentado ou solto num espaço limitado, controlado.
Principalmente os selvagens, os não civilizados. E no sentido simbólico, nós, os civilizados, temos que manter os nossos bichos presos, sob controle.
Nós dizemos que o homem é um animal racional.
Porém achamos que somos “seres” racionais, negando o animal, e que controlamos a nossa animalidade com a nossa racionalidade.O estado animal de ser é algo que o homem, pelo menos o ocidental, ainda não experimentou em todo seu processo, com consciência e responsabilidade. Ele pulou esse pedaço de sua história, de seu desenvolvimento. È um estado reprimido, pouco conhecido no homem, que se julga, por sua linhagem divina, um ser para além da natureza. Separado da natureza. Não divino, que seria muita pretensão, mas quase. Um semideus, filho do Deus na terra.
É como se o homem tivesse pulado um estágio de desenvolvimento no seu processo de se tornar humano. Isso precisa ser recuperado, para que ele possa se tornar verdadeiramente “humano”. Precisamos soltar os bichos para que possamos aprender a nos relacionarmos com eles.

Soltar os bichos é bem diferente de deixá-los escapar de nosso controle. Daí que de tempos em tempos o animalesco surge em nós, como vindo de um lugar inimaginável por nós seres superiores. “É um animal, um cavalo, um burro, um selvagem para fazer tal coisa”; julgamos a atitude alheia de um lugar superior que despreza esse lugar inferior. E como superiores fazemos de tudo para ignorar o animalesco que há em nós.
Rejeitando nos outros esse estado inferior de ser.O Animal reprimido se torna animalesco, raivoso, rejeitado, desamado, vingativo. O animal amado, aceito, acolhido é confiável, dócil e afetuoso (Ex: tigres, tubarões, cachorros e cavalos).
O problema não está no animal, mas na relação que estabelecemos com ele. Soltar os bichos é se propor a viver uma nova relação eles. Conviver e não dominar, respeitar e não controlar, co-operar na natureza.
Que relação é esta que temos com nossa animalidade, nossa “anima”, aquilo que nos anima, que nos movimenta, que nos dá ânimo de viver, com nossa alma, enfim, que relação é esta que estabelecemos com a vida? Para quê negamos nossas emoções, aquilo que nos movimenta, nos anima e que pertence a todos os mamíferos.
Quando nos dizemos seres racionais, estamos negando nossas emoções, nossa animalidade, nossa alma e quando nossa racionalidade age de maneira irracional, colocamos a culpa na natureza, à qual dizemos não pertencer.
Viver na terra é um castigo, para entes superiores como nós. Perdemos o Paraíso.
Não é à toa que ao negarmos a vida na terra em nome de uma no céu, negamos a possibilidade de transformar essa vida num paraíso, assim como o paraíso em que os animais vivem, para ficarmos esperando um paraíso imaginário. Transformamos a vida que vivemos num inferno, almejamos o céu e perdemos a terra, pois viver negando a própria vida, cuspindo no prato em que se come, faz com que tudo fique mais amargo e com o mesmo gosto.
Vamos Soltar os Bichos!
E aprender a conviver com as nossas emoções, assumindo-as, nos dando conta delas e, juntos, irmos nos humanizando. Talvez seja essa a ecologia mais necessária no momento, a das nossas mentes, conceitos, crenças, princípios e valores. A mudança da relação conosco mesmo, para mudarmos nossa relação com o outro e com o mundo. Somente dessa maneira poderíamos nos identificar com as tartarugas, as baleias, as árvores e entendermos a necessidade de preservá-las.
Perdê-las é como perder um pedaço de si mesmo, só que não nos damos conta, pela ilusão de separação e superioridade. Julgamos a nossa racionalidade como a supremacia da inteligência. Nos pensamos como os seres mais inteligentes da natureza.

Pois bem, dizem que uma vez fizeram uma disputa entre os animais para saber quem era o mais inteligente. Ficaram para a final os golfinhos e os homens, indignados com a comparação e o status de animal. Argumentaram então que tinham inventado a roda, a pólvora, o dinheiro, a eletricidade, os motores a vapor e a diesel, armas nucleares, os computadores de última geração, enfim, toda uma cultura e que por isso deveriam ser considerados os mais inteligentes. Os golfinhos então responderam sorrindo que eles se consideravam os mais inteligentes porque eles exatamente não tinham feito nada disso.
Quem sabe, soltando o bicho que há em nós, nos colocando mais próximos da natureza, da nossa própria natureza, possamos experimentar um pouco do paraíso em que eles vivem.
Para isso estamos aqui.
Para que vivemos a vida? Para que um tigre vive a vida? Para que uma borboleta vive? Uma rosa, uma orquídea?
Por acaso um rosa ou uma orquídea nasce para ser a melhor das rosas ou orquídeas no ranking da natureza?
Para ser a primeira das rosas ou orquídeas no mercado de flores do universo?
Para que nasce uma orquídea? Um tigre? Uma borboleta?
Para que você nasceu?
Então...vamos soltar os bichos, aproveitar o paraíso e tornarmo-nos mais humanos.

14 novembro 2009

CHEGOU JUNTO O VERÃO, QUENTÃO, DOURADÃO...


Foto tirada ontem, aqui de Niterói, Estrada Fróes, muitos barcos pescando na Baia da Guanabara, ao fundo o Rio de Janeiro.
E vamos cuidar do planeta TERRA (ÁGUA)...
http://www.youtube.com/watch?v=xaKmCi5hlnA&feature=related

HORA DO RECREIO



Sempre gostei da hora do recreio, e agora na velhice ela ficou maior, o dia cresce na aposentadoria. E se dá vontade de trabalhar, a gente senta num canto quietinho e espera a vontade passar (rs).
Ficava feliz quando aquela campainha tocava. Mas lá na cantina do colégio só ficava vendo a turma comendo o pão quentinho com queijo e presunto, eu levava merenda (pão com goiabada). Foram tempos de vacas magras, mas eu vivia bem feliz.
Mas agora faz parte do meu percurso passar na padaria e tomar um lanchinho. Vou nessa, hora de voltar para os serviços gerais, o aposentado sempre vira o "JAQUETAI"... já que está ai faz isso, aquilo. (ney).

13 novembro 2009

A descoberta do Mundo

Se o meu mundo não fosse humano, também haveria lugar para mim: eu seria uma mancha difusa de instintos,doçuras e ferocidades, uma trêmula irradiação de paz e luta:se o mundo não fosse humano eu me arranjaria sendo um bicho. Por um instante então desprezo o lado humano da vida e experimento a silenciosa alma da vida animal.É bom, é verdadeiro, ela é a semente do que depois se torna humano.
Clarice Lispector

12 novembro 2009

TROCA DE EMAILS

Carlinhos escreveu:
 
Amigos,
 
Escrevo por volta de 2 da manhã dessa histórica quarta-feira, 11 de dezembro. Ou da histórica terça, 10 do idem.
 
O Brasil, de repente, ficou escuro às 10  da noite. Ninguém mais viu a Globo, os computadores calaram-se, o banheiro ficou sem luz.
 
Bom, eu sou velho, desconfiei na hora e já arrebatei meu radinho de pilha. Como em 1999. Na mesma Jovem Pan de S. Paulo.
 
De repente, o apagão. Todo mundo sem calças, de supetão.
 
Coitados dos culpados – e eles existem.
 
Só quero, com humor, antever o que vai sair amanhã – nosjhornais, na tv, etc, etc , antes de qualquer apuração técinica do que aconteceu. Deve ser mais ou menos assim:
 
 
""O maior apagão do século"
 
" Black-out para o país por cerca de três horas"
 
" Incompetência ou acidente? O país parou "
 
" Concentração indevida de energia em Itaipu para o Brasil "
 
" A maior cidade da América Latina parou por culpa do Ministério das Energias "
 
" Apagão sem explicação provoca o caos no Sudeste  e Dilma pode não ser eleita"
 
" Fernando Henrique vai voltar ao poder"
 
" Lula descarta apagão e sente saudades de Dilma nas Minas e Energias"
 
" Apagão comprova que o país nã está preparado para os Jogos Olímpicos "
 
" Prefeito de Confins-de-Dentro(SP) decreta calamidade pública durante a madrugada "
 
" Membros de seita cabalística dizem que a numerologia é tudo: 1999-2009. O próximo apagão será em 2019, e aí o mundo vai acabar"
 
" Microsoft lança o Windows Power Black – à prova de apagões "
 
" Sabotagem ou incompetência? – o mundo vai ser da China "
 
" Apagão desgovernado atinge até o Paraguai – mas lá ninguém deu falta "
 
" Blecaute era um bom cantor dos anos 50,  agora é nome da incompetência de Itaipu"
 
" Edson Lobão não se explica -- Sarney também não, Collor se esconde "
 
" Classe média descobre que durante o apagão vai
 Pagar menos energia"
 
" Lula apagou o Brasil "
 
 
Voltaire, se vivo, perguntaria: o que é um mundo sem luzes?
 
----------------------------------------------------------------------------
 
Jardeco7 respondeu:
 
Muito bom Carlinhos! Você acertou todas as manchetes. Engraçado que eu também liguei o rádio (do celular) e após constatar que era um apagão, decidi desligar a rede elétrica da casa e ir para cama. Suspeitei tratar-se de um apagão quando observei diversos vizinhos do prédio em frete, em suas varandas, contemplando a paisagem, ou melhor, a escuridão. A visão deles, em andares bem mais altos, é privilegiada e a escuridão devia estar linda! Foi aí que resolvi recorrer ao rádio.
Restaram algumas preocupações:
1 - O prejuízo da Globo - O que que ela vai fazer com os programas que foram produzidos e ninguém viu?
2 - Está faltando água pra tomar banho na casa da Miriam Leitão (dito por ela na CBN hoje). Tem gente que não tem água em casa durante todo o ano e quer saber mais, desde quando os suínos gostam de tomar banho?
Um grande abraço para vocês.

PESCADOR SOLITÁRIO.



Lagoa de Araçatiba - Maricá-RJ.
Foto e photoshop ney.
Lá estava o pescador solitário, aguardando o momento certo de lançar a rede (tarrafa).

"Só as crianças e os bem velhinhos conhecem a volúpia de viver dia a dia, hora a hora, e suas esperanças são breves. (Mário Quintana).

11 novembro 2009

Reflexões de Fernando Pessoa

Emoção e Poesia

Quem quer que seja de algum modo um poeta sabe muito bem quão mais fácil é escrever um bom poema (se os bons poemas se acham ao alcance do homem) a respeito de uma mulher que lhe interessa muito do que a respeito de uma mulher pela qual está profundamente apaixonado. A melhor espécie de poema de amor é, em geral, escrita a respeito de uma mulher abstrata.

Uma grande emoção é por demais egoísta; absorve em si própria todo o sangue do espírito, e a congestão deixa as mãos demasiado frias para escrever. Três espécies de emoções produzem grande poesia - emoções fortes e profundas ao serem lembradas muito tempo depois; e emoções falsas, isto é, emoções sentidas no intelecto. Não a insinceridade, mas sim, uma sinceridade traduzida, é a base de toda a arte.

ESCURIDÃO

Faltou energia elétrica em metade do país, ainda não se sabe as causas verdadeiras (???).
Mas já acabou o APAGÃO. Leques, lampiões, lanternas, velas, fósforos, medo de assombração foram novidades para a turma jovem de hoje. E sem TV pode-se conversar, contar historias.
Era uma vez... (clique abaixo): monica.com.br/mauricio/cronicas/cron008.htm

PÔR-DO-SOL (clique aqui para o vídeo)









Clique nas imagens para ampliá-las (fotos ney).
E ficam todos na orla aguardando o por do sol, batem palmas (vídeo), o sabiá vê de cima da luminária, depois fica até o último raio de luz (repare nele sobre a mureta). Espetáculo da natureza, a Criação não cobra direitos autorais, é para o encanto de todos. (ney).

É diáfano o crepúsculo. Parece de brilhante cristal, e abre no céu uma ágata de luz e é como um véu em que o ar azul da tarde desfalece.
Em âmbares cloróticos decresce o pôr-do-sol; a as nuvens, longe, ao léu, são flores de um fantástico vergel, quando uma estrela, pálida, aparece.
As aves lentamente se recolhem; a sombra avança, e entre purpuras, erma a noite - as mãos da noite estrelas colhem...
Deixo que meu espirito adormeça e penso em teu olhar que canta a emberça, teus olhos tristes de esmeralda enferma. ( Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro
"Os Mais Belos Poemas Que O Amor Inspirou" Vol. IV - 1a edição 1965)