27 fevereiro 2010

BONDE DA VIDA


Nos tempos dos bondes e lotações, jogávamos bola na rua, o famoso “racha”. Os gols (balizas), ficavam entre um poste, ou árvore, e o muro de uma casa, cada gol em calçadas opostas. Passava um carro ou outro, geralmente táxi. Eram aqueles automóveis antigos americanos, tão grandes que dava até para dar uma festa dentro deles.
Quando vinha uma pessoa idosa logo um falava: - Pára a bola!
Se a bola caía numa casa, a gente batia palmas no portão: - Moça, posso pegar a bola no seu quintal? Mas isso já em cima do muro, ou já tendo pulado a grade, ou o portão (quando não tinha cachorro). Tinham aqueles que passavam a faca na bola e devolviam a pelota furada, rindo da gente. Desses nem vou falar, eram mesmo ignorados pela vizinhança.
Mas jogávamos também nos inúmeros terrenos baldios, que viravam campos de futebol. Logo inventávamos de chamar de Associação Atlética ou Futebol Clube alguma coisa, às vezes comprávamos até um jogo de camisas, fazendo uma “vaquinha”, cada um dando um tanto.
Para ser titular, jogar no primeiro time, tinha que ter futebol no pé, ou então ser o dono da bola, esse era sempre o primeiro a ser escalado (rs). Não fui daqueles de chamar a bola de Vossa Excelência, tinha até uma certa habilidade e controle, mas não o suficiente para ser titular absoluto, ficava MUITAS vezes na reserva, ou na reserva do reserva, ou jogava no segundo time, talvez no terceiro...
O outro dia eu estava falando com ELE, em pensamento, num papo informal, dizendo que como bom brasileiro gostaria de ter tido um pouquinho mais de bola e samba no pé. Não estava reclamando não, só trocando uma idéia. Puxa! Chegar aqui já foi bastante, e ainda conquistei um espaço digno.
O bonde da vida passa rápido, troquei a pista e o campo pela arquibancada, o samba e a bola pelo chinelo no pé, mas com ânimo vou seguindo essa viagem com a mesma alegria. Ah! Se o bloco passar, tiro o chinelo e caio na folia. (ney)

TRIATHLON EM NITERÓI NESTE FIM DE SEMANA (clique aqui)


foto ney.
Mundialito de Fast Triathlon feminino em Niterói. As musas já estão chegando para o Mundialito Fast Triathlon feminino em Niterói. Brasileiras, argentinas, canadenses, espanholas, italianas, russas.

26 fevereiro 2010

NEOLOGISMO

Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, Teodora.

Petrópolis 25/2/1947

Manuel Bandeira

25 fevereiro 2010

POR DO SOL


foto ney.
Flocos de nuvens, brancas, sombrias, dispersas, sopradas pelo vento. No poente um horizonte dourado, ocaso, refletido no mar. Mãe e filho, contorno, silhueta, momento de paz. (ney)

CHUVA


foto ney (aqui da janela).
Ah! Eu nem acredito. Depois de tanto sol e calor de 40º, ou bem mais, finalmente um dia fresco, chuva fina.
Nunca pensei que fosse gostar de chuva e frio, mas estava demais o calor. E ainda tem as águas de março.

Alma lavada.
Cheiro de terra molhada
Chuva de verão. (Maria Angélica Shiotsuki)

Essa imagem me faz lembrar a música ESTRADA DO SOL - Dolores Duran/Tom Jobim:
É de manhã, vem o sol mas os pingos da chuva que ontem caiu... Ainda estão a brilhar, ainda estão a bailar ao vento alegre que nos tráz esta canção. (ney)

23 fevereiro 2010

Katarina Witt (clique aqui)

Vendo as belas apresentações de dança no gelo nestes Jogos Olímpicos de Inverno - 12 a 28/02/2010 - Vancouver - transmissão TV Record, vale lembrar a bela Katarina Witt, medalhas olímpicas em 1984/88, campeã mundial em 1984/85/87/88 e seis campeonatos europeus consecutivos (83 a 88). Muito linda, chegou a posar para a Play Boy.
São muitos vídeos de suas notáveis apresentações (youtube). Clique no TÍTULO acima (link).

Jogos olímpicos trazem integração, paz, saúde, alegria para o mundo, prosperidade para as cidades sedes, incentivam os jovens ao esporte. Para o Rio de Janeiro foi bastante positivo sediar o PAN, como serão para o Brasil o Mundial de Futebol e as Olimpíadas. O uso desses recursos não prejudicam a economia, ao contrário, geram empregos e crescimento. O desvio de verbas, a corrupção, esses sim prejudicam a sociedade. (ney).

22 fevereiro 2010

PASSAGEM


foto ney.
Chegamos bem devagar, flutuando em águas calmas e protegidas, durante os 9 meses de viagem nem nos damos conta dos acontecimentos, até que percebemos um clarão, ouvimos sons, e um pouco assustados choramos diante do desconhecido.
Logo aprendemos a andar, nadar, mergulhar, a superar as tempestades e calmarias, a seguir os bons ventos, as correntes favoráveis, aproveitar as melhores ondas.
De início, era um navegar sob comando único, mas os tempos mudaram, toda a tripulação passou a conduzir o barco da vida, evitando adernar, ficar à deriva, muito menos afundar.
Estamos aprendendo a resolver os possíveis motins a bordo com liberdade, sem verdades absolutas.
São tantas aventuras... uma imensidão de terra e mar, montanhas, ilhas, rios, estrelas; os portos seguros que encontramos, a terra firme, o sol a nos acordar, a lua a nos fazer sonhar.
Que possamos seguir em frente buscando os melhores caminhos na grandeza da Criação. (ney)

20 fevereiro 2010

Versos de criança.


Vai já pra dentro menino!
Vai já pra dentro estudar!
É sempre essa lengalenga
Quando o que eu quero é brincar...
.
Eu sei que aprendo nos livros,
Eu sei que aprendo no estudo,
Mas o mundo é variado
E eu preciso saber tudo!
.
Há tempo pra conhecer,
Há tempo pra explorar!
Basta os olhos abrir,
E com o ouvido escutar.
.
Aprende-se o tempo todo,
Dentro, fora, pelo avesso,
Começando pelo fim
Terminando no começo!
.
Se eu me fecho lá em casa,
Numa tarde de calor,
Como eu vou ver uma abelha
A catar pólen na flor?
.
Como eu vou saber da chuva
Se eu nunca me molhar?
Como eu vou sentir o sol,
e eu nunca me queimar?
.
Como eu vou saber da terra,
Se eu nunca me sujar?
Como eu vou saber das gentes,
Sem aprender a gostar?
.
Quero ver com os meus olhos,
Quero a vida até o fundo,
Quero ter barros nos pés,
Eu quero aprender o mundo!
.

Pedro Bandeira

19 fevereiro 2010

O Amor



O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de *dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar..

Pegadas na areia

Chegando junto com o grande amor de Deus em nossas vidas!!


Uma noite eu tive um sonho...

Sonhei que estava andando na praia com o Senhor,
E através do Céu, passavam cenas de minha vida.
Para cada cena que passava, percebi pegadas na areia;
Uma era minha e a outra do Senhor.
Quando a última cena de minha vida passou diante de nós,
olhei para as pegadas na areia,
Notei que muitas vezes no caminho da minha vida
havia apenas um par de pegadas na areia.
Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis
da minha vida.
Isso aborreceu-me deveras e perguntei então ao Senhor:
- Senhor, Tu me disseste que,
uma vez que eu resolvi Te seguir,
Tu andarias sempre comigo, todo o caminho,
- Mas notei que nos momentos das maiores tribulações do meu viver havia na areia dos caminhos da vida, apenas um par de pegadas.
- Não compreendo...
Porque nas horas em que eu mais necessitava Tu me deixastes?
O Senhor respondeu :
- Meu precioso filho, Eu te amo e jamais te deixaria nas horas da tua prova e do teu sofrimento.
Quando vistes na areia apenas um par de pegadas,
foi exatamente aí que:
EU TE CARREGUEI EM MEUS BRAÇOS!

18 fevereiro 2010

ACEITAR

"Aceitar que somos eternamente diferentes,
é o primeiro passo para construir a unidade.
Harmonia entre iguais é tarefa fácil,
entre opostos, um desafio.
Opiniões diferentes podem criar discórdia,
ou enriquecer o produto final,
depende da visão e do nível de altruísmo.
Sustentar a unidade é apreciar o valor do conjunto,
e a singular contribuição de cada um,
permanecendo leal, não apenas uns com os outros,
mas também à meta estabelecida."
Desconheço o autor

16 fevereiro 2010

CIDADE FANTASMA II

Pois é, falei em postagem anterior, do carnaval desanimado e da cidade vazia, e agora à noite faltou luz também, dois apagões ENORMES, diz a concessionária que foi pane na transmissão - http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/02/16/pane-em-linha-de-transmissao-de-furnas-provoca-falta-de-luz-em-areas-de-seis-municipios-fluminenses-diz-ampla-915873333.asp

E o calor está infernal, talvez o dia mais quente do ano... tá feia a coisa.

Quarta-feira de cinzas


foto ney
Toda a terra está envolta nas neblinas e a friagem se difunde pelo espaço...
- longe se ouve, em cadência, passo a passo
o caminhar dos boêmios nas esquinas...

Pela sombra - as estrelas pequeninas
com sono, tem o olhar nevoento e baço...
No silêncio da noite ouço o compasso
do sereno a pingar das serpentinas...

Algum bando tardio passa adiante
- e deixa pela noite uma batida
de samba em agonia - estrebuchante...

Quarta-feira de cinzas já amanhece,
- mais outro carnaval em minha vida,
vida que há muito um carnaval parece!...

J.G. de Araujo Jorge

AMOLADOR DE FACAS, TESOURAS (vídeo aqui)




foto ney - eu amolador (rs).

Uma faca é $10 mil réis, ou 10 cruzeiros, pratas, contos, cruzados, reais. É uma longa história no curso de muitas moedas que tivemos, o amolador com seu carrinho de roda, pedal, correia de couro e esmeril. Para chamar a clientela ele pára em cada esquina, passa uma lâmina de aço no esmeril, tocando hinos de clubes de futebol e outras músicas.

Uma é 10, duas é vinte, promoção de carnaval, vai nessa?

CIDADE FANTASMA

O centro de Niterói ficava lotado, muitos blocos, tínhamos até muitas escolas de samba, os desfiles na AVENIDA eram animados, decorados, iluminados. Há muitos anos Viradouro e Porto da Pedra foram desfilar no Rio, Niterói ficou vazia, uma cidade fantasma durante o carnaval. Um pequeno bloco aqui, outro acolá, todos vão viajar. Até mesmo o carnaval nos clubes não têm a mesma animação de outrora. Dá até medo, parece o DAY AFTER, só mesmo as praias ficam movimentadas.
O Rio tem dado muitos sinais de revitalização do carnaval de rua. Tomara que continue assim, porque viajar também está ficando difícil com as estradas cheias. Desde a minha juventude, muitos preferiam atravessar a Baía da Guanabara para brincar no Rio. (ney).

15 fevereiro 2010

CARNAVAL

Bela festa dessas escolas de samba, de muita criatividade e alegria, levando para a passarela nossa história, arte e cultura. Gente humilde que consegue transformar toda essa nossa diversidade em sonho e realidade, realizando o maior espetáculo da terra. (ney).

14 fevereiro 2010

Nós no bloco dos sujos (clicar aqui)


“A maioria do povo brasileiro é farinha do mesmo saco de seus políticos corruptos. Seus legítimos representantes jamais poderiam deixar de sê-lo, por uma simples questão de causa e efeito. Quando será que o povo brasileiro vai acordar e reconhecer sua culpa neste cartório? Trata-se de um processo histórico de corrupção profundamente encravado no caráter do povo brasileiro. E quem confirmava isto, há um século atrás, era Rui Barbosa”. Assim meu considerado compadre Heitor Reis, engenheiro das Minas Gerais e provocador profissional, se expressa a respeito do escândalo do Governador de Brasília, aquele Arruda dos panetones imorais.

NEY DE BICICLETA NO SAMBA. clique aqui - vídeo youtube



Pedalando junto no samba.

13 fevereiro 2010

MINHA BICICLETA FOI NO RITMO DO SAMBA (Clique aqui - vídeo e som)

VEJA O VÍDEO (som e imagem) clicando no TÍTULO acima, ou no endereço abaixo - pode ser visto em TELA CHEIA. Pois é, eu me segurei, mas minha bicicleta seguiu o bloca no ritmo do samba, então tive que chegar junto (rs).
http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=7b5d97b50e1e003c&type=video%2Fmp4

CARNAVAL



Quadro Andre, meu filho (clique para ampliá-lo).

Gosto dessa alegria contagiante, desses blocos pelas ruas, samba, batucada, fantasia. Nem preciso de bebidas, vou no embalo, no ritmo, nos sentidos.

Mas veio a idade, as transformações, vamos nos entendendo melhor numa harmonia corpo e alma, a exigir menos corpo, e sem desassossegos grandes (usando as palavras de Fernando Pessoa). Mas está tudo vivo na essência, na incandescência, no amor e no encanto pela vida. (ney).

12 fevereiro 2010

RUAS TORTAS DO MORRO (clique aqui)


Quadro ney.
Clique no TÍTULO acima (texto de J.G. de Araujo Jorge)

O CARNAVAL DE CADA UM (clique aqui)


Imagem ney.
Clique no TÍTULO acima (texto de J.G. de Araujo Jorge).

Carnaval 2010

Caros amigos,
Poderia escrever um texto cheio de rabugice mas não vou. Psicoterapia faz efeito sim!
O Carnaval está aí! Com Globo, engarrafamento, falta d'água e outras mazelas.
Plagiando Adriana Partimpim:
"No carnaval todo mundo pode
Todo mundo pode
Todo mundo pode
pode tudo."
Então vamos brincar o Carnaval com muita alegria. Depois (dele) eu volto. Inteirão, dessa vez, inteirão.


Noite dos Mascarados
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque

- Quem é você?
- Adivinha se gosta de mim
Hoje os dois mascarados procuram os seus namorados perguntando assim:
- Quem é você, diga logo...
- ...que eu quero saber o seu jogo
- ...que eu quero morrer no seu bloco...
- ...que eu quero me arder no seu fogo
- Eu sou seresteiro, poeta e cantor
- O meu tempo inteiro, só zombo do amor
- Eu tenho um pandeiro
- Só quero um violão
- Eu nado em dinheiro
- Não tenho um tostão...Fui porta-estandarte, não sei mais dançar
- Eu, modéstia à parte, nasci prá sambar
- Eu sou tão menina
- Meu tempo passou
- Eu sou colombina
- Eu sou pierrô
Mas é carnaval, não me diga mais quem é você
Amanhã tudo volta ao normal
Deixa a festa acabar, deixa o barco correr, deixa o dia raiar
Que hoje eu sou da maneira que você me quer
O que você pedir eu lhe dou
Seja você quem for, seja o que Deus quiser
Seja você quem for, seja o que Deus quiser

Marchinhas de Carnaval II

BANDEIRA BRANCA
(Max Nunes e Laércio Alves)
Bandeira branca amor,
Não posso mais
Pela saudade que me invade
Eu peço pazBandeira branca amor,
Não posso mais
Pela saudade que me invade
Eu peço paz
Saudade mal de amor, de amor
Saudade dor que dói demais
Vem meu amor bandeira branca
Eu peço pazBandeira branca amor,
Não posso mais
Pela saudade que me invade
Eu peço paz
Saudade mal de amor, de amor
Saudade dor que dói demais
Vem meu amor bandeira branca
Eu peço paz
Bandeira branca amor,
Não posso mais
Pela saudade que me invade
Eu peço paz
Bandeira branca amor,
Não posso mais
Pela saudade que me invade
Eu peço paz

11 fevereiro 2010

Marchinhas de Carnaval I

A Jardineira

Composição: by Benedito Lacerda-Humberto Porto


Ó jardineira porque estás tão triste
Mas o que foi que te aconteceu
Foi a camélia que caiu do galho
Deu dois suspiros e depois morreu


Vem jardineira vem meu amor
Não fiques triste que este mundo é todo seu
Tu és muito mais bonita
Que a camélia que morreu

10 fevereiro 2010

CARNAVAL TERIA SUA ORIGEM EM PORTUGAL (Clique aqui)



Carnaval do Rio teria sua origem em Torres Vedras - Portugal, segundo o RJ TV (GLOBO) de hoje. Muitas pesquisas falam dessa origem, inclusive na figura do ZÉ PEREIRA.

Veja no endereço abaixo. Clicando no TÍTULO leva a muitos vídeos do youtube do carnaval de Torres Vedras.

http://5dias.net/2009/02/24/com-o-%C2%ABmagalhaes%C2%BB-nao-se-brinca-a-proposito-do-carnaval-de-torres/

09 fevereiro 2010

Podem os educadores mudar a escola?

Falando em Educação, escola, professores, este texto do Danilo Gandin* pode nos levar a refletir sobre a escola que queremos ter para os nossos filhos, netos, etc...

Temos uma tradição legalista em nossas escolas. Ela se sustenta no modo depensar que chamamos senso comum, isto é, naquilo que as pessoas acreditamsem pensar, naquilo que é repetido sem que se tenha um fundamento real paraacreditar. Fiz uma comparação entre o meu ginásio, o ensino de 1º grau demeus filhos e o Ensino Fundamental que meus netos vão começar a sofrer embreve. Quase não há diferença entre 1950 e 2010: quase todos vão à escola,diminuiu o número de disciplinas, fala-se mais em coisas novas, há reuniões,congressos e “aperfeiçoamento”, mas o currículo, em sua base, segue o mesmo.Se perguntarem às professoras (também aos professores, pois ainda os há,embora poucos, o que constitui outra mudança escolar) quais os conteúdos desua matéria, em qualquer série, elas responderão da mesma forma do Oiapoquao Chuí. É claro que professoras e professores mais lúcidos – são muitos –sabem que isto é uma aberração. Mas são escravos da “legislação”.

Encontro por este Brasil afora muitos grupos de professoras e professoresque pensam. Mas eles e elas são proibidos de pensar, pela pressão docotidiano. E pela prática de muitas outras e muitos outros “educadores” quepreferem ser pilotos de livro didático, passando um amontoado de informaçõesdesligadas da realidade e de que, em geral, todos já ouvimos falar, mas doque não nos lembramos mais a não ser de alguns itens que coincidiram comnossos interesses.

Não, não podemos mais, os educadores, realizar esta revolução que a escola necessita. Embora o Conselho Nacional de Educação e muitos outros organismoseducativos que são “autoridade” digam que as escolas são livres, isto não éverdade. A escola é o campo mais vigiado da prática humana. Ai dela setentar, além da sua prática de transmissão da cultura – e da culturadominante – propor alguma alteração na hierarquia de valores! Ela écontrolada pela lei. Mas, sobretudo, por regulamentos expedidos por órgãosinferiores e pela própria sociedade. Talvez a distribuição gratuita do livrodidático, tão desejada, seja a principal maneira de constranger a escola.Mesmo que a reprovação e a evasão sejam um descalabro, elas são construídaspropositadamente pela escola. Como se manteria a divisão em classes de outra forma?

Só uma ação governamental poderosa pode mudar a escola hoje. Mesmo sabendoque a mudança verdadeira só será possível por uma democratização real dasociedade – incluindo mais igualdade –, hoje pode a autoridade governamentaltransformar o currículo, para que a escola ajude as crianças a assumirem suaprópria identidade, possam munir-se de instrumentos para participar nasociedade, possam assumir um compromisso social e tenham a vivência ligada àtranscendência, pelo menos desenvolvendo a capacidade de ultrapassar seusinteresses mais imediatos.
*Professor, escritor e conferencista

07 fevereiro 2010

A Magia de Mário Quintana...



Mas o que quer dizer este poema?

- perguntou-me alarmada a boa senhora.

E o que quer dizer uma nuvem? - respondi triunfante.

Uma nuvem - disse ela - umas vezes quer dizer chuva, outras vezes bom tempo...


Mário Quintana

JARDS,

FELIZ ANIVERSARIO. PAZ, SAUDE E ALEGRIAS.
Meu computador esta OK, mas mesmo assim n'ao enviei e-mail, so vou mandar mensagens quando tiver certeza absoluta. N'ao repare a falta de acentos, preciso configurar maquina e teclado na mesma lingua.

Mas ja nos falamos hoje por telefone. FELICIDADES.

06 fevereiro 2010

Segue um texto que recebi do amigo Carlos Moura.

O Vendedor de Palavras

Fábio Reynol - jornalista especializado em ciências e escritor.


Um comerciante decidiu ajudar a combater a "indigência lexical" do país,
mas ao melhor preço do mercado: ouviu dizer que o Brasil sofria de uma
grave falta de palavras. Em um programa de TV, viu uma escritora lamentando
que não se liam livros nesta terra, por isso as palavras estavam em falta na
praça. O mal tinha até nome de batismo, como qualquer doença grande,
"indigência lexical".

Comerciante de tino que era, não perdeu tempo em ter uma idéia
fantástica. Pegou dicionário, mesa e cartolina e saiu ao mercado cavar
espaço entre os camelôs. Entre uma banca de relógios e outra de lingerie
instalou a sua: mesa, o dicionário e a cartolina na qual se lia:

- Histriônico - apenas R$ 0,50.
Demorou quase quatro horas para que o primeiro de mais de cinqüenta curiosos
parasse e perguntasse:
- O que o senhor está vendendo?
- Palavras, meu senhor. A promoção do dia é "histriônico" a cinqüenta
centavos, como diz a placa.
- O senhor não pode vender palavras. Elas não são suas. Palavras são de
todos.
- O senhor sabe o significado de "histriônico"?
- Não.
- Então o senhor não a tem. Não vendo algo que as pessoas já tem ou
coisas de que elas não precisem.
- Mas eu posso pegar essa palavra de graça no dicionário.
- O senhor tem dicionário em casa?
- Não. Mas eu poderia muito bem ir à biblioteca pública e consultar um.
- O senhor estava indo à biblioteca?
- Não. Na verdade, eu estou a caminho do supermercado.
- Então veio ao lugar certo. O senhor está para comprar o feijão e a
alface, pode muito bem levar para casa uma palavra por apenas cinqüenta
centavos de real!
- Eu não vou usar essa palavra. Vou pagar para depois esquecê-la?
- Se o senhor não comer a alface ela acaba apodrecendo na geladeira e terá
de jogá-la fora e o feijão caruncha.
- O que pretende com isto? Vai ficar rico vendendo palavras?
- O senhor conhece Nélida Piñon?
- Não.
- É uma escritora. Esta manhã, ela disse na televisão que o país sofre
com a falta de palavras, pois os livros são muito pouco lidos por aqui.
- E por que o senhor não vende livros?
- Justamente por isso. As pessoas não compram as palavras no atacado,
portanto eu as vendo no varejo.
- E o que as pessoas vão fazer com as palavras? Palavras são palavras,
não enchem a barriga.
- A escritora também disse que cada palavra corresponde a um pensamento.
Se temos poucas palavras, pensamos pouco. Se eu vender uma palavra por dia,
trabalhando duzentos dias por ano, serão duzentos novos pensamentos cem por
cento brasileiros. Isso sem contar os que furtam o meu produto. São como
trombadinhas que saem correndo com os relógios do meu colega aqui do lado.

Olhe aquela senhora com o carrinho de feira dobrando a esquina. Com aquela
carinha de dona-de-casa, ela nunca me enganou. Passou por aqui sorrateira.
Olhou minha placa e deu um sorrisinho maroto se mordendo de curiosidade. Mas
nem parou para perguntar. Eu tenho certeza de que ela tem um dicionário em
casa. Assim que chegar lá, vai abri-lo e me roubar a carga.

Suponho que para cada pessoas que se dispõe a comprar uma palavra, pelo
menos cinco a roubarão. Então eu provocarei mil pensamentos novos em um ano
de trabalho.
- O senhor não acha muita pretensão? Pegar um...
- Jactância.
- Pegar um livro velho...
- Alfarrábio.
- O senhor me interrompe!
- Profaço.
- Está me enrolando ,não é?
- Tergiversando.
- Quanta lenga-lenga...
- Ambages.
- Ambages?
- Pode ser também "evasivas".
- Eu sou mesmo um banana para dar trela para gente como você!
- Pusilânime.
- O senhor é engraçadinho, não?
- Finalmente chegamos: histriônico!
- Adeus.
- Ei! Vai embora sem pagar?
- Tome seus cinqüenta centavos.
- São três reais e cinqüenta.
- Como é?
- Pelas minhas contas, são oito palavras novas que eu acabei de entregar
para o senhor. Só "histriônico" estava na promoção, mas como o senhor se
mostrou interessado, faço todas pelo mesmo preço.
- Mas oito palavras seriam quatro reais, certo?
- É que quem leva ambages ganha uma evasiva, entende?
- Tem troco para cinco?

O amor...Fernando Pessoa



Enquanto não superarmos
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.

Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.

05 fevereiro 2010

A Praça (Clicar aqui)


Relembrando as músicas da Jovem Guarda, enquanto esperamos pelo Ney, com suas belas fotos. Só espero que e esta hora ele não esteja sentado no banco da praça, lá em Niterói, dando milho aos pombos...

A Praça
Composição: Carlos Imperial

Hoje eu acordei com saudades de você
Beijei aquela foto que você me ofertou
Sentei naquele banco da pracinha só porque
Foi lá que começou o nosso amor
Senti que os passarinhos todos me reconheceram
E eles entenderam toda a minha solidão
Ficaram tão tristonhos e até emudeceram
E então eu fiz esta canção

A mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores e o mesmo jardim
Tudo é igual, mas estou triste, porque não tenho você perto de mim

Beijei aquela arvore tão linda onde eu,
Com o meu canivete um coração desenhei
Escrevi no coração o meu nome junto ao seu
Ser seu grande amor então jurei
O guarda ainda é o mesmo que um dia me pegou
Roubando uma rosa amarela prá você
Ainda tem balanço tem gangorra meu amor
Crianças que não param de correr

A mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores e o mesmo jardim
Tudo é igual, mas estou triste, porque não tenho você perto de mim

Aquele bom velhinho pipoqueiro foi quem viu
Quando envergonhado de namoro eu lhe falei
Ainda é o mesmo sorveteiro que assistiu
Ao primeiro beijo que eu lhe dei
A gente vai crescendo, vai crescendo e o tempo passa
Nunca esquece a felicidade que encontrou
Sempre eu vou me lembrar do nosso banco lá da praça
Onde começou o nosso amor

A mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores e o mesmo jardimTudo é igual, mas estou triste, porque não tenho você perto de mim
Foto:Marcelo Almeida

03 fevereiro 2010

CHEGANDO JUNTO NA MINORIA SENSATA (clique aqui)

Mais um ótimo texto da Martha Medeiros, vale conferir clicando no TÍTULO acima (link).
Eu ainda sem computador (ney).

01 fevereiro 2010