31 janeiro 2008

FRASE DO DIA

"A vida é o que acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos.

"John Lennon

ESTATUTO DO HOMEM

Estatuto do Homem

(Thiago de Mello)

Artigo I
Fica decretado que agora vale a verdade.
Agora vale a vida e de mãos dadas, trabalharemos todos pela vida verdadeira.

Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive as terças-feiras mais cinzentas, têm direito a converter-se em manhãs de domingo.

Artigo III
Fica decretado que, a partir deste instante, haverá girassóis em todas as janelas, que os girassóis terão direito a abrir-se dentro da sombra, e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, abertas para o verde onde cresce a esperança.

Artigo IV
Fica decretado que o homem não precisará nunca mais duvidar do homem como a palmeira confia no vento, como o vento confia no ar, como o ar confia no campo azul do céu.

Artigo V
Fica decretado que os homens estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar a couraça do silêncio nem a armadura das palavras.
O homem se sentará à mesa com seu olhar limpo porque a verdade passará a ser servida antes da sobremesa.

Artigo VI
Fica estabelecida, durante todos os séculos, a prática sonhada pelo profeta Isaías, e o lobo e o cordeiro pastarão juntos e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.

Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido o reinado permanente da justiça e da claridade, e a alegria será uma bandeira generosa para sempre desfraldada na alma do povo.

Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor sempre foi e será sempre não poder dar amor a quem se ama e saber que é a água que dá à planta o milagre da flor.

Artigo IX
Fica permitido que o pão de cada dia tenha no homem o sinal de seu suor. Mas que sobretudo tenha o quente sabor da ternura.

Fica permitido a qualquer pessoa, a qualquer hora da vida, o uso do traje branco.

Artigo XI
Fica decretado por definição, que o homem é um animal que ama e que por isso é belo, muito mais belo que a estrela da manhã.

Artigo XII
Decreta-se que nada será obrigado nem proibido. Tudo será permitido, inclusive brincar com os rinocerontes e caminhar pelas tardes com uma imensa begônia na lapela.

Só uma coisa fica proibida: amar sem amor.

Artigo XIII
Fica decretado que o dinheiro não poderá nunca mais comprar o sol das manhãs vindouras.
Expulso o grande baú do medo, o dinheiro se transformará em uma espada fraternal para defender o direito de cantar e a festo do dia que chegou.

Artigo final
Fica proibido o uso da palavra liberdade, a qual será suprimida dos dicionários e do pântano enganoso das bocas. A partir deste instante a liberdade será algo vivo e transparente como um fogo ou um rio, ou como a semente do trigo e a sua morada será para sempre o coração do homem.

30 janeiro 2008

JURUJUBA - NITERÓI





.

.

.

.

.

.

.

.

Descrição do lugar no post anterior.

JURUJUBA - NITERÓI


Jurujuba é um recanto da orla de Niterói, Rio de Janeiro, dentro da Baia da Guanabara, bem próximo, 5 minutos de carro, 20 min. de bicicleta, pode-se ir mesmo a pé, um lugar bem calmo, colônia de pescadores, águas tranquilas, suave brisa, algumas indústrias de conservas de peixe, bons restaurantes. E eu como estou de máquina nova, digital, saio clicando por ai, como podemos ver neste blog. Logo passa... brinquedo novo é assim mesmo.


26 janeiro 2008

FALANDO EM SONHOS, VALE DANÇAR NO MUNDO DA LUA

Dançando na lua...

Som... Clique no link acima.

CHAGANDO JUNTO NOS SONHOS II

E enquanto Shakespeare diz em sua peça que os sonhos acontecem numa noite de verão, e no seu texto que outros entendem que acontecem todas as noites, e não só no verão, um outro interpretou aqui, com relação ao ditado que "UMA ANDORINHA NÃO FAZ VERÃO" o seguinte:

"Andorinhas migram no verão e é comum vê-las em regiões mais quente em bandos. Isso dá um sinal de que o verão está chegando. Se você vir uma única andorinha não significa que o verão está chegando pois a mesma pode estar perdida ou coisa assim.O ditado se refere que uma pessoa sozinha não consegue mudar coisas que estão supostamente erradas, a idéia nova tem que ser difundida e aceita por várias outras para que o movimento dê resultado. É algo como: "A união faz a força".

E ficou então o sonho dependendo da noite, do verão, e de outra pessoa... E agora?

CHEGANDO JUNTO NOS SONHOS

"Há quem diga que todas as noites são de sonhos. Más há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isso não tem importância. O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado."

(William Shakespeare)
Sonhei

Entrei...

Sua presença preenchia meu universo.
Senti suas mãos
Seu perfume
Ouvi sua voz,
Seus sussurros.
A brisa suave batia no meu rosto,
Envolvia-me uma paz inenarrável.
Os olhos,
Os sentidos atentos, sorvendo cada segundo do tempo existente.

Os lençóis desarrumados davam mostras da tua presença ali...

25 janeiro 2008

CHEGANDO JUNTO ÀS FLORES DO JARDIM BOTÂNICO









Hoje, 21.01.08 - Um close up nas flores do Jardim Botânico - Rio.

JARDIM BOTÂNICO - RIO









Chegando junto num passeio ao Jardim Botânico.

CHEGANDO JUNTO NA RAMPA, NO TAPETE VERMELHO


Então eu subi a rampa, pisei no tapete vermelho, mas usando as sandálias da humildade. Foi só um passeio ao Museu de Arte Conteporânea de Niterói, junto à bela paisagem da Baia da Guanabara, não a rampa do poder, aquela que transforma as pessoas, faz esquecer seus compromissos, nada sabem, viram ou escutaram.

24 janeiro 2008

CHEGAR JUNTO COMO PESSOA OU COGUMELO

Não tinha postado esse texto porque não conhecia a autora, mas agora encontrei...

VOCÊ TEM SIDO UMA PESSOA OU UM COGUMELO ?!?

Por Rosana Braga

“Eu conheço um planeta onde há um homem vermelho, quase roxo. Nunca cheirou uma flor. Nunca olhou uma estrela. Nunca amou ninguém. Nunca fez outra coisa senão somas. E o dia todo repete como tu: “Eu sou um homem sério! Eu sou um homem sério!” e isso o faz inchar-se de orgulho. Mas ele não é um homem; é um cogumelo!”Trecho do livro O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint Exupéry – Editora Agir

Fiquei refletindo, depois de ler esta brilhante afirmação de Saint Exupéry, sobre ser uma pessoa ou um cogumelo... Pensei que ser um cogumelo faz jus ao sentimento de solidão característico dos últimos tempos.Temos experimentado uma combinação explosiva entre insegurança e medo, causando-nos uma solidão modificada, diferente daquela que sentíamos há algumas décadas, especialmente por ser tão contraditória a dinâmica atual do mundo, que nos proporciona tantas formas de encontros.A tecnologia facilita, aproxima, encurta distâncias, oferece inúmeras opções para se “conhecer” pessoas. Entretanto, o fato é que estamos cada vez mais nos sentindo sós, descartados de um todo que outrora confortava, acolhia, preenchia qualquer súbita sensação de vazio.Sim, é verdade, somos singulares por natureza. Uma pessoa, uma vida. Somos indivíduos por definição. Há que se considerar, portanto, a magia e a importância existentes na condição de ‘ímpar’ que nos identifica. Isto é indiscutível!Porém, temos deixado escapar uma percepção fundamental: a de que somos parte essencial de um todo, de um Universo composto por milhões de outras partes; e, sobretudo, que sem nos moldarmos de maneira afetivamente inteligente a algumas dessas partes (àquelas que nos são complementares e preciosas), nossa existência termina perdendo o sentido.A nossa forma só compõe um desenho realmente válido quando encaixada a outras formas. Mas, para tanto, precisamos nos envolver e nos permitir, considerar possível a entrega, apesar de sentimentos como insegurança e medo.Temos misturado e confundido dois termos que são, na verdade, antagônicos: amor-próprio e egoísmo. Temos acreditado - catastroficamente - que, ao desenvolvermos uma boa auto-estima e respeitarmos nossos desejos, deveremos - quase como numa conta matemática - desconsiderar o outro. Como se numa relação houvesse espaço para somente um ser respeitado e, consequentemente, o outro ser desrespeitado.Temos agido equivocadamente por apostarmos que em detrimento do que “o outro é”, deve prevalecer sempre o que “eu sou”. Primeiro a minha vontade. Depois, se for cabível, dou atenção ao que o outro deseja. E se ele não aceitar que assim seja, então que ‘vá às favas’.Temos sido ingênuos o bastante para acreditar que se o outro não nos aceita como somos é porque não gosta de nós o suficiente e, portanto, não merece estar ao nosso lado e desfrutar de nossa companhia.Ledo engano. Relações que valem a pena são aquelas onde há espaço para todos serem respeitados, porque existe consciência e disponibilidade para conhecer a si mesmo e ao outro. O intuito tem de ser o de investir num relacionamento cujo objetivo é servir de caminho para a evolução de todos os envolvidos, tenha ele o nome que for: amizade, parceria, parentesco, casamento, namoro ou qualquer outro.Mas temos perdido a capacidade de acolher as diferenças, de aceitar aquilo que nos obriga a nos olhar de frente, sem as máscaras. Não queremos rever nossas escolhas. Não queremos mudar para nos adaptar. A partir das teorias atuais, mudar pelo outro não faz parte das regras. Não combina com amor-próprio. No entanto, por conta da inflexibilidade e da distorção sobre o que venha a ser o tal do amor-próprio, estamos todos morrendo de solidão.É... eu sei que não dá para ser profundo com todo mundo. Não teríamos tempo nem disponibilidade interna para tanto. Somos naturalmente seletivos. Por isso, escolhemos (ou pelo menos deveríamos escolher) certas pessoas para quem nos entregamos a ponto de nos mostrar sem máscaras, sem meias-palavras, sem pensar tanto em como devemos nos comportar e o que dizer ou em quem ser a cada instante.Invista nessas relações, pois é justamente onde você vai encontrar espaço para recarregar suas energias. É esse tipo de encontro que o faz sentir-se integrante, porque mais do que ser adequado, nelas você é autêntico, genuíno, inteiro e, portanto, brilhante. Chega de ser cogumelo!Rosana Braga é Escritora, Jornalista e Consultora em Relacionamentos Palestrantee Autora dos livros "Alma Gêmea - Segredos de um Encontro"e "Amor - sem regras para viver", entre outros. Email: rosanabraga@rosanabraga.com.brTexto retirado do site:
http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=6262

23 janeiro 2008

AS TIME GOES BY

LIGUE O SOM E CLIQUE NO LINK ACIMA

Do filme CASABLANCA - Humphrey Bogard / Ingrid Bergman


Tom Jones - As Time Goes By (tradução) Lyrics

Com o Passar do Tempo

Você deve lembrar-se disto
Um beijo é sempre um beijo
Um suspiro é exatamente um suspiro
As coisas fundamentais se aplicam
Com o passar do tempo

E quando dois namorados namoram
Eles ainda dizem eu te amo
Nisso você pode confiar
Não importa o que o futuro traga
Com o passar do tempo

Luar e canções de amor
Nunca serão obsoletos
Corações enchem-se de paixões
Ciúme e ódio
Mulher precisa de homem
E homem deve ter sua companheira,
Que ninguém pode negar

Ainda é a mesma velha história
Um combate por amor e glória
Um caso de fazer ou morrer
O mundo sempre dará boas-vindas aos namorados
Com o passar do tempo

Ainda é a mesma velha história
Um combate de amor e glória
Um caso de fazer ou morrer
O mundo sempre dará boas-vindas aos namorados
Ah!... Com o passar do tempo.

QUEM SABE O QUE É CHEGAR JUNTO?

Ligue o som e veja ai...

http://www.youtube.com/watch?v=1yKgAEkCKxY&feature=related

CHEGANDO JUNTO CATIVANDO...

ACHO QUE JÁ POSTEI AQUI...

MAS VALE A PENA VER DE NOVO.

Som... link acima.

CHEGANDO JUNTOS...

Ai estão os amigos chegando junto, o Jards com o filhão, e a Heli com o friozinho de Curitiba... É isso ai, APROVEITEM!
Mas que temperatura louca é essa... a mínima estava em 40 graus e agora a máxima estava em 25 graus"?
Estamos mesmo detonando essa tal de NATUREZA, e parece que ninguém percebeu que vamos juntos.
Mas falando em LOUCURAS, já disse aqui que não vejo a Casa do Tédio do Bial e seus heróis, como não vi a anterior, mas estava eu passando pela sala o outro dia e vi uma tal de "DANÇA DO CRÉO", lançada lá na casa. Puxa! Demais! Acho que vou mudar meus conceitos, o nível está ótimo, estou perderdo. SENSACIONAL! Deve repetir no Fantástico domingo.
Por falar nisso diz aqui um professor: "Saudação (infeliz) usada por Pedro Bial ao se dirigir aos participantes do programa Big Brother Brasil.Se alguém se encontrar com ele, pergunte-lhe, por favor, qual a definição de “herói” no dicionário dele…
http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2007/03/13/quem-sao-seus-herois/

http://www.jornaldedebates.ig.com.br/index.aspx?cnt_id=15&art_id=7086

Seg, 21/01/2008 - 01:07 — Anônimo
pedro bial
por que sera que nesse bbb8, nao teve negra???, sendo que no brasil quase 50% sao negros ou mulatos, racismo???? , sei la .Só sei que esse foi o pior que ja vi, colocaram umas mulheres sem carater afim de mostrar os corpos e sair em revistas, sera que é isso que o brasil quer ver, será que vale tudo pelo ibope, que ponto chegamos , tenho pena de quem gosta disso ,eduardo Bauru/sp
http://www.br101.org/pedro-bial.html

QUEM RESISTE?!


22 janeiro 2008

Minhas férias estão terminando e eu preciso "disponibilizar" mais tempo sem fazer nada...hehehe

Hoje vou dormir o dia todo, está muio frio aqui!!!
O Inverno já chegou!!!
Em Curitiba Deus "disponibiliza"a oportunidade de VIVER as quatro estações em um só dia!!!

Quem sabe, se o temperatura mudar eu ainda possa disponibilizar aos amigos as minhas abobrinhas aqui no CHEGA JUNTO...HUHU

VERBOS NOVOS E HORRÍVEIS

por Ricardo Freire

Não, por favor, nem tente me disponibilizar alguma coisa, que eu não quero.
Não aceito nada que pessoas, empresas ou organizações me disponibilizem.É uma questão de princípios. Se você me oferecer, me der, me vender, me emprestar, talvez eu venha a topar.

Até mesmo se você tornar disponível, quem sabe, eu aceite. Mas, se você insistir em disponibilizar, nada feito.

Caso você esteja contando comigo para operacionalizar algo, vou dizendo desde de já: pode ir tirando seu cavalinho da chuva.
Eu não operacionalizo nada para ninguém. Nem compactuo com quem operacionalize.
Se você quiser, eu monto, eu realizo, eu aplico, eu ponho em operação.
Se você pedir com jeitinho, eu até implemento.

Mas operacionalizar, jamais.
O quê?Você quer que eu agilize isso para você?
Lamento, mas eu não sei agilizar nada. Nunca agilizei. Está lá no meu currículo: faço tudo, menos agilizar.
Precisando, eu apresso, eu priorizo, eu ponho na frente, eu dou um gás. Mas agilizar, desculpe, não posso, acho que matei essa aula.
Outro dia mesmo queriam reinicializar meu computador. Só por cima do meu cadáver virtual. Prefiro comprar um computador novo a reinicializar o antigo.
Até porque eu desconfio que o problema não seja assim tão grave.
Em vez de reinicializar, talvez seja o caso de simplesmente reiniciar, e pronto.

Por falar nisso, é bom que você saiba que eu parei de utilizar. Assim, sem mais nem menos.Eu sei, é uma atitude um tanto radical da minha parte, mas eu não utilizo mais nada.
Tenho consciência de que a cada dia que passa mais e mais pessoas estão utilizando, mas eu parei. Não utilizo mais. Agora só uso. E recomendo.

Se você soubesse como é mais elegante, também deixaria de utilizar e passaria a usar.Sim, estou me associando à campanha nacional contra os verbos que acabam em "ilizar". Se nada for feito, daqui a pouco eles serão mais numerosos do que os terminados simplesmente em "ar".


Todos os dias, os maus tradutores de livros de marketing e administração disponibilizam mais e mais termos infelizes, que imediatamente são operacionalizados pela mídia, reinicializando palavras que já existiam e eram perfeitamente claras e eufônicas.

A doença está tão disseminada que muitos verbos honestos, com currículo de ótimos serviços prestados, estão a ponto de cair em desgraça entre pessoas de ouvidos sensíveis. Depois que você fica alérgico a disponibilizar, como vai admitir, digamos, "viabilizar"?

É triste demorar tanto tempo para a gente se dar conta de que "desincompatibilizar" sempre foi um palavrão.Precisamos reparabilizar nessas palavras que o pessoal inventabiliza só para complicabilizar. Caso contrário, daqui a pouco nossos filhos vão pensabilizar que o certo é ficar se expressabilizando dessa maneira.Já posso até ouvir as reclamações:

"Você não vai me impedibilizar de falabilizar do jeito que eu bem quilibiliser".

Problema seu.

Me inclua fora dessa.

20 janeiro 2008

SOMOS O PRÓPRIO PROFETA - Artur da Távola

SOMOS O PRÓPRIO PROFETA
Artur da Távola

Em relação a qualquer sentimento ou fato marcante da própria vida, a gente sempre como que "soube" o que aconteceria. É uma vivência difícil de expressar verbalmente, essa de já termos guardados, numa espécie de pré-lembrança (recordação do que ainda vai acontecer), os elementos básicos de acontecimentos e sentimentos futuros. Quando tais ocorrências aparecem, elas misturam o espanto da novidade com uma espécie de confirmação. Nossa mente inconsciente parece ser uma constante enviadora de sondas que atingem locais muito além dos alcançados pela mente consciente. As sondas detectam, no longe, vivências, sensações, sentimentos, adivinhações (pré-lembranças) que entram num computador secreto (fora do alcance da memória consciente) e lá ficam arquivadas. No momento em que ocorre a vivência já antes percebida pela sonda, mesmo tomados pela surpresa do inédito, algo familiar mora no acontecimento, algo já sabido, percebido, intuído leve ou profundamente. Somos o próprio profeta falando um idioma ininteligível para o momento que passa. Vamos adiante e além, numa esfera do sem tempo. O nosso consciente é temporal. O nosso inconsciente é a-temporal. É atemporal. Passado e futuro jazem nele, porque passado e futuro compõem a inteligência (substância) de cada célula de que somos constituídos. A gente não conhece o que acontecerá, mas sempre soube o que aconteceria. Saber é diferente de conhecer. Saber que é sabor (as duas palavras têm o mesmo significado etimológico), sente o gosto, entra em relação sensorial com a coisa, significa experimentar. Conhecer é um ato de razão. Saber é muito mais. Tem a razão para identificar, mas tem os sentidos para acrescentar impressões, sensações, antecipações, gostos, etc... Por isso não é possível conhecer o futuro. E por isso é possível saber-se o que aconteceria, vale dizer, o que está na faixa de alcance do nosso inconsciente em relação à própria vida, aos próprios sentimentos. E se a gente sempre soube o que aconteceria, nunca deve duvidar daquilo que adivinha.

19 janeiro 2008

NOSSA SOCIEDADE - Nataniel Jebão

Camarote VIP - Nataniel Jebão

NOSSA SOCIEDADE - Nataniel Jebão

Já acabou a guerra? Perdoem mas como havia cumprido com meus afazeres e a Air France estava dando descontos para não veados, aproveitei para passar a última semana em Gstaad onde fui comer uma tataraneta de Anastasia.
Feia mas dá para o trivial ainda invernal. Os jornais, como sempre, tentaram montar uma pulga sobre um frágil elefante. Morre mais gente no Brasil em Paz do que no Mundo em Guerra! Isso quer dizer que devemos acabar com a paz? Precisamos é nos revoltar, isso sim, como fez a brava jornalista Ana Cristina Reis, editora do Caderno Ela de O Globo cuja primeira página promove o Chanel Grunge e prova cientificamente que há, sim, senhores e senhoras, estética na transgressão. Como ela, pobrezinha, mesmo confessa, é uma sem chofér e por isso é obrigada a ver um...ser humano, vá lá, sujar o para brisas do seu carro com água e sabão e ainda pedir dinheiro. Felizmente, Sir Anthony Hopkins, trata desses assuntos para mim e carrega sempre uma granada de mão. Diz Cristina que não agüenta mais ouvir falar dos “trabalhadores” do MST que, querem que exigem. E pergunta com toda justiça: “E eu? Sou o quê? Uma desocupada?” Claro que não. É uma corajosa jornalista que estudou e chegou ao posto de editora do caderno Ela. Quero ver algum flanelinha, algum MST chegar à essa posição sem usar um mínimo de violência. E o pior, como diz Cristina, ela não pode nem fugir do Brasil para ver sua irmã nos Estados Unidos, pois vive em Cuba (se entendi bem, uma ironia) e não pode sair do país, pois a PF está em greve e ela não consegue renovar o passaporte. Fiquei sinceramente comovido com a sinceridade desta operária de Gutenberg quando confessou: “O que me impede de invadir a piscina do vizinho, uma vez que sou uma sem piscina? O que me impede de subtrair aquela sandália italiana de strass lindíssima que minha amiga só usa uma vez por mês, uma vez que sou uma sem sandália de strass?” Acredite Cristina, este velho cronista social entende o teu ódio mas como você mesmo diz, ele logo se transformará em elegante repulsa. Que culpa tem você de ser uma com-propriedade, com-avó, com-emprego, com- automóvel? Mas poderia ser pior. Você poderia estar na minha pele e ser uma com-latifundio, com-contas-na-Suíça, com-mansão, com-piscina, com-jatinho, com-Rolls, com poder, com-Beluga e com-Romanée Conti. Aí sim, você veria o que é penar. Sei que sofres mas, por favor, não faça como aquele rapaz de cor parda desempregado que incendiou-se em frente ao Palácio do Planalto num gesto de profundo mau gosto. Agüenta firme como o fizeram os militares, Sarney, Collor, FHC e o rei Çilva I. Estamos todos condenados a viver em Cuba e numa Cuba pior do que a original pois estamos cercados de flanelinhas, prostitutas, desempregados, mendigos, aleijados de todos os matizes, gente que não quis estudar, que não ouviu os conselhos da vovó, que não poupou dinheiro para o inverno, que não leu bons livros, que não entende de moda! Que culpa temos nós? Mas essa gentalha mal educada e mal vestida não perde por esperar, pois um dia nosso ódio será mais forte e nós, os ricos, belos e bem nascidos, partiremos para a revanche final. Não sobrará brioche sobre brioche. Por outro lado, como você bem disse, talvez seja melhor ir almoçar com amigos para desanuviar se as ruas não estiverem fechadas. Senhorita Nina Rollas! - Pois não, patrão adorado. - Telefone para o Gianfranco Mangiacavallo em Florença e peça-lhe para enviar uma dúzia de rosas grunge da Toscana para Ana Cristina Reis. - E por que ela vai receber tal honra? - Porque é uma das poucas jornalistas brasileiras a entender o espírito do Coiso.

Nataniel Jebão / jebao@todas Rio de Janeiro

http://www.olobo.net/index.php?pg=artigos&artid=858

17 janeiro 2008

HOJE, NO HOTEL LE CANTON, TERESÓPOLIS











.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
Eu e meu filho, no Hotel Le Canton - Teresópolis-RJ.
17.01.08 Link acima.





A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM...

Ah! E eu nem fui a Búzios, acabei ficando em Niterói mesmo, por causa desses contratempos da vida. Mas, assim que puder, estarei por lá dando um mergulho, porque aquela enseada é mesmo um paraíso.

15 janeiro 2008

14 janeiro 2008

AILIN ALEIXO

Sobre a Ailin no LINK acima.

Marque com X
Ailin Aleixo
Durante muito tempo acreditei que o que me fazia amar um homem era a inteligência. Ficava enfeitiçada com citações, elucubrações e teses. Mas não era. De nada adianta um perito em física nuclear, se ele não rir das pequenas besteiras que faz, se não souber aproveitar um sábado quente simplesmente não fazendo nada (e curtindo o ócio), se virar um psicopata quando alguém o fecha no trânsito. Então saquei: bom humor era o que mais me atraía.
Sempre achei delicioso estar com alguém que não vê o mundo como uma grande e monstruosa boca cheia de dentes prestes a mastigá-lo, que vive sem arrastar correntes, faz de tudo uma possível piada. Só que nem tudo é uma piada e, em certas horas, tudo o que quero é alguém que me escute e diga algo que me conforte a alma. E, nesses momentos, o pior que pode acontecer é ser levada na piada - existe uma grande diferença entre alegria de viver e recusa a sair da infância. Pois é, não era bom humor o que me fazia amar alguém: era, antes, sensibilidade.
Telefonemas de bom-dia, atenção a informações aparentemente banais mas que dizem muito a meu respeito, não ficar azedo e arredio por causa das minhas pequenas (ou grandes) oscilações de humor - tudo o que eu podia querer. Quase tudo. Tenho personalidade forte e só sobrevive ao meu lado um homem que grite comigo quando eu passar dos limites do bom senso, demonstre desagrado quando eu exigir demais e oferecer de menos. Preciso ser cuidada, mas tenho que sentir que quem está comigo é um homem de verdade e não um principezinho criado pela avó. Quero ser domada, tomada. Mais uma vez minha certeza caiu por terra: nem inteligência, bom humor ou sensibilidade eram o que me fazia amar alguém. Era - isso, sim - virilidade.
Mal abrir a porta da sala e ser consumida por beijos. Ter a roupa arrancada no caminho da cozinha, ser jogada na mesa de jantar sem tempo pra pensar no que está acontecendo, só sentir e saber o tesão incontido daquele homem por mim. Ser desejada com urgência e paixão é um dos maiores elogios que uma mulher pode receber, mas só ser desejada de nada adianta, pelo menos não depois da décima trepada monumental: quando acaba o suadouro, o que resta? Se pouco importa o saldo, o que interessa mesmo é a movimentação, então estamos feitos. Mas, se existe a possibilidade de ser esmagada pelo vazio de sentido após o orgasmo, de nada vale. Pelo menos se não vier acompanhada de carinho. Taí: pensei, então, que carinho era a pedra fundamental pra despertar meu amor.
Mas logo descobri que não era. Carinho é um sentimento abrangente demais: nos invade desde a visão de um cachorro abandonado até a palavra confortadora para alguém que pouco nos importa mas a quem também não queremos mal. Não bastava, era muito pouco. Daí constatei que o essencial para que eu amasse alguém era notar no outro a vontade de ficar, o desejo de estar comigo. Constatei coisas demais e fiquei paralisada diante do ideal que havia criado: absurdo e fictício.
Hoje sei que toda enumeração é uma estupidez e qualquer tipo de formulário emocional, uma passagem sem escalas pra frustração. Claro que gosto de homens cultos, atenciosos, interessantes, divertidos e viris - seria mentira negar. Mas a verdade é que, para que eu ame alguém, basta que eu ame alguém. Porque, quando se precisa justificar o amor, é porque ele não existe. Simples assim.

HELI

Bem-vinda!

Mas praia é bom de qualquer jeito, e nesse verão escaldante um SOL a menos não faz mal, e a pele agradece... Vale o mergulho, a brincadeira, as férias e o contato com a natureza.

NÃO PODE FALTAR...


Uma homenagem ao Lourival, que é o dono da casa e que gentilmente nos acolhe...

hehehe olha só a expressão dele!!!!


"Será que dou conta de todos esses malucos??"


Pois é, este ano já estivemos por duas vezes na casa de Praia do Tio Lori e da tia Zezé e vamos voltar porque o atendimento é nota mil!!!

13 janeiro 2008

Chegando mais uma vez...


Pois é, só choveu!
NÃO PAROU DE CHOVER TODO O FINAL DE SEMANA!!
Mas a galera estava animada e prometemos voltar no próximo final de semana!!

Chegando junto


Estamos aí, na onda do Big Brother!!!!
heheheheh

CHEGANDO JUNTO, CHEIO DE POSE


.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
Hummm! neyniteroi ficou meio esquisito assim cheio de pose (rs). Será que meus pais ficaram preocupados? É, mas o ney é bem outro, apesar de não ter preconceito com a vida dos outros. E foi ai na Rua Paissandu, Flamengo, Rio de Janeiro, a então Capital Federal, que eu nasci. Uma rua bonita, toda de palmeiras, de um lado e outro, até hoje é assim. E era uma vila de casas muito antigas, e morávamos num quarto de uma casa de cômodos, eu, o irmão mais velho e meus pais... tempos difíceis, mas bem felizes para mim. Meus pais eram descendentes de portugueses, nasceram nas Minas Gerais, o irmão mais velho em São Paulo/Capital (paulistano), e eu carioca da gema, e 7 anos depois nasceu o mais novo, também no Rio de Janeiro.
E ali onde está o carro, morava um português que tinha uma pequena serraria, e eu brincava com sua filha, a Terezinha, para mim a primeira namorada. E no final da vila, junto a pedreira, tinha uma escadaria que ia para outro correr de casas, na verdade um cortiço. E pela Rua Paissandu passava o Getulio Vargas, com seus batedores, em direção ao Palácio do Governo. Bons tempos! E muitas saudades desses pais maravilhosos.

REALEJO - TIRE A SORTE


VÁ NO LINK ACIMA (SOM).

NOVO TEMPO


.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
NOVO TEMPO - Paulo Roberto Gaefke
Bem-vindo ao novo tempo!É tempo de plantar as boas sementes que a experiência lhe trouxe.É tempo de pensar nos seus sonhos mais antigos,é tempo de contemplar a vida com olhos especiais.É tempo de comemorar o novo na sua maturidade.Tudo pode ser diferente!E até o que está bom, pode melhorar.Então, descruze os braços do conformismo,tire do rosto qualquer marca de sofrimento,remova impressões que nos fazem vítimas.Somos senhores do nosso destino,capitães da vida, que lembra um grande navio,ou que de tão modesta, parece um barquinho.Não importa o tamanho, importa sim a qualidade,importa sim o valor que você se dá,pois o mar té o mesmo para todos.Então, venha descobrir, nesse dia que se abre,o quão importante é o celebrar, o agradecer,Comemore-se!Um sorriso no rosto é o seu Passaporte,um desejo na cabeça é o Caminho,e quem vai te levar é o Destino,companheiro inseparável do Trabalho,primo-irmão da Perseverança,filho único dos Sonhos,e melhor amigo da Eternidade,que traz este dia para você recomeçar,sair e deixar marcas pelo caminho,rastros luminosos da estrela que brilha em você.Não deixe essa Luz se apagar,o melhor está sempre por começar...
Eu acredito em você!!!

12 janeiro 2008

Meu Coração - Pepeu Gomes e Gilberto Gil

Meu Coração
Composição: Pepeu Gomes e Gilberto Gil


Meu coração não quer
Nada no futuro
Ele só quer pra já
Já que está maduro

No que o momento dá
Meu coração pega
No que você mandar
Meu amor navega...

Vai chegar
Antes
Melhor que antes
Junto
Vai chegar junto...

Meu coração não quer
Nada no passado
Ele só quer você
Assim do meu lado...

11 janeiro 2008

Chegando junto no VERÃO...

Pois é, mais um final de semana na praia, só volto na segunda-feira...

Desta vez prometo colocar as fotos!!

Fui................................

10 janeiro 2008

CHEGANDO JUNTO NA MÚSICA FRANCESA

Então, já que tenho chegado junto no romantismo, vou continuar nessa "SEMANA ENCANTADA", esquecendo um pouco os políticos, que estão mesmo de férias, aliás...
Bem, vamos harmonizar, começar o ano com música e romantismo, a não ser que prefiram a CASA DO TÉDIO, dos "heróis do Bial", mas lá dentro o papo é outro. E o Bial tem outros heróis, escreveu um livro para o Dr. Roberto, só que muita gente escreveu também, e penso que se o Dr. Roberto estivesse por aqui aquela casa nem existiria, era outro o padrão e a qualidade.

Mas vamos a música, "PARLEZ MOI D'AMOUR", Nana Mouskouri que está no LINK acima e aqui tem outra: Ela e o Iglesias.

http://it.youtube.com/watch?v=eTilsr8nprw&feature=related

09 janeiro 2008

TERNURA - VINÍCIUS DE MORAES

Ternura

(Vinícius de Moraes)

Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar estático da aurora.

LES FEUILLES MORTES - Yves Montand


.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
Amor...
O universo dentro de um olhar.
O gosto da vida num beijo.
A energia do mundo num abraço.
Um momento significando uma existência.
O aroma de todas as flores numa presença.
Todas as emoções num toque de mão.
ney///

08 janeiro 2008

E CHEGA JUNTO MIAU E SEUS HERÓIS

E vamos aturar essa casa do tédio... argh!
O amigo Ney tem uma veia artística bem acentuada, vale chegar junto e continuar suas obras.
E tem mais, a sua expressão linguística também está a todo vapor!

Adorei o modo como descreveu o que desejou expressar através do quadro!!

07 janeiro 2008

TENTANDO CHEGAR JUNTO NA PINTURA...


.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
Aquarela
ney
Ela merecia uma suite, uma sacada, um terraço, um varandão, uma LUA cheia, a vista para o mar, o brilho das estrelas, um pintor de verdade, que fosse capaz de expressar o aroma das flores, o frescor, a sua presença dentro de tudo que faz desse quarto um universo sem fim... mas foi até onde consegui chegar junto. ney/

MÃOS

Tuas Mãos - Regina Bertoccelli

Que toque suave que tem as tuas mãos
Que afagam meu corpo cansado
Que acena sorrindo prá mim
Mãos sempre estendidas para o socorro
Que ao tocar meu rosto tem o aroma de flores
Mãos que se entrelaçam com as minhas
Em gestos de aconchego e acalanto
Mãos que conduzem, que orientam
Doce sensação que tem o toque delas
Que envolve meu corpo em abraços
Que me conduz na dança
E que orienta meus gestos no ato do amor
Ah! quanta ternura.... quanto calor...

05 janeiro 2008

CHEGANDO JUNTO NUM VÔO MAIS ALTO

FERNÃO CAPELO GAIVOTA (trecho):

"Fernão Gaivota, disse o Mais Velho - é chamado ao centro por vergonha aos olhos das gaivotas suas semelhantes! -...pela sua irresponsabilidade - entoava a voz solene - por violar a dignidade e a tradição da família das gaivotas...
Irresponsabilidade? Meus irmãos! Quem é mais responsável do que uma gaivota que descobre e desenvolve um significado, um propósito mais elevado na vida? Se todos nós formos alienados seguindo os Mais Velhos, sob uma capa de 'conhecimento acadêmico' limitadíssimo e fragmentado pela própria limitação da mente o mundo desconheceria a intuição e a emotividade. Dêem-me uma oportunidade, deixem-me mostrar-lhes o que descobri. Essa atitude cética de ver a vida não consegue dar uma perspectiva mais clara do mundo humano e não consegue porque usam sua rotina prática para distrair-se, para restringir a vida apenas às suas condições práticas. E fazem isso para evitar a lembrança de como se sentem inseguras em relação ao motivo de estarmos vivos e o que está por trás da vida biológica neste planeta. Por que estamos aqui na verdade?"
Fernão Capelo Gaivota era diferente da maioria das gaivotas de seu bando, que só pensava em lutar por comida, junto aos barcos de pesca. Ele amava voar. Passava dias inteiros sozinho no mar, treinando vôos rasantes em alta velocidade, para aflição de seus pais e desaprovação de todos. Em vão tentou fazer-lhes a vontade e agir como os outros. Seu único interesse era aprender mais e mais sobre a arte de voar.
Vezes sem conta vezes se desequilibrou, caindo violentamente na água.
Depois de uma queda que quase lhe custou a vida, ia desistir, mas, repentinamente, descobriu um modo de controlar sua velocidade. Levantou vôo, e sem pensar em morte ou fracasso, conseguiu atingir a marca estonteante de trezentos e vinte quilômetros por hora, inimaginável para qualquer outra gaivota viva. Sua alegria foi enorme. Radiante, pensou: “As gaivotas podem ser livres, podem procurar seus peixes no mar, em vez de ficarem ao redor dos barcos de pesca, guerreando por migalhas.”

CHEGANDO JUNTO NOS E-MAILS

Receber emails faz bem
Certa vez recebi uma mensagem a qual dizia que receber e-mails faz bem à saúde.
Inclusive parece que isto já foi até comprovado. Se isto tem algum embasamento científico não sei, mas se eu olhar para os meus sentimentos não tenho dúvida alguma de que isto é uma realidade.
Fico impressionado por conhecermos pessoas com disposição e disponibilidade para serem generosas e afetivas, dizendo-nos palavras de conforto, ajuda e incentivo.
Quem não gosta do computador é porque ainda não se familiarizou com as possibilidades de aconchego que ele pode proporcionar.
Já me disseram que ele não substitui um bom abraço. Mas vou lhes dizer que nas últimas semanas tenho me sentido muito abraçado.
São pessoas que me encaminham poemas, músicas e crônicas.
Chamam isto de amizade virtual????
Pois vou lhes dizer que algumas pessoas de virtual não têm nada, pois já colocaram no concreto, de maneira palpável, seu afeto.
Onde eu poderia imaginar uma coisa assim?
Em pouco tempo muitas pessoas entraram no meu computador, deram o seu recado e saíram.
Outras se mantém constantes e já não fazem somente parte da agenda do computador.
Confesso que ocupam um lugar cativo no meu coração. Espero suas mensagens como se eu fosse um adolescente a espera dos "amigos".
Se isto realmente é coisa de adolescente vou lhes dizer que para algumas coisas não deveríamos crescer nunca!
Lógico, como tudo na vida, a intensidade e a freqüência com que usamos este recurso, este tipo de possibilidade de encontro e relacionamento, devem ser levados em consideração.
O inesperado de sermos surpreendidos com uma mensagem carinhosa que vem carregada de afeto causa uma verdadeira corrente interna de energia, a qual pode, em muitos momentos, ser terapêutica.
Num determinado momento pode até parecer enfadonha ou sem propósito, extensa demais, demorada demais para "abrir", mas podem ter certeza que quando você menos espera lá estará você precisando daquela palavrinha ou daquela imagem.
Às vezes você já nem espera um retorno e de repente lá está a mensagem que tanto esperava.
Você pode até dizer que também recebemos muita coisa ruim através do computador.
Mas não é assim também na vida?
Nossa tarefa é fazermos a seleção do que é bom ou ruim.
O que sei é que não tenho esquecido muitos nomes devido a duas palavras fundamentais: iniciativa e investimento.
Estas pessoas passaram a ter espaço garantido na minha vida. Algumas vezes fica difícil responder a todos na hora em que se quer.
Mas estou certo que vale a pena dedicarmos parte do nosso tempo para espalhar carinho e amor com um simples comando de enviar.
Autor desconhecido

"Cuidado com os burros motivados"

A revista Isto é publicou esta entrevista de Camilo Vannuchi.

O entrevistado é Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, com Pós-Graduação em administração de empresas pela USP, consultor organizacional e conferencista de renome nacional e internacional.

"Cuidado com os burros motivados"

Em "Heróis de Verdade", o escritor combate a supervalorizaçã o das Aparências, diz que falta ao Brasil competência, e não auto-estima.

ISTOÉ -- Quem são os heróis de verdade?

Roberto Shinyashiki -- Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado, viajar de primeira classe. O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura.
Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes.
E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados.

Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa. Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros.
São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.


ISTOÉ -- O Sr. citaria exemplos?

Shinyashiki -- Quando eu nasci minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfã aos sete anos, empregado em uma farmácia.Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida.
Eles são meus heróis.
Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem.

Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito "100% Jardim Irene".
É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes.O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana.

Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais suicídio do que homicídio. Por que tanta gente se mata?
Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher que, embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.

ISTOÉ -- Qual o resultado disso?

Shinyashiki -- Paranóia e depressão cada vez mais precoce.O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim.

Aos nove ou dez anos a depressão aparece.

A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança.Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos.

Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas.

Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.

ISTOÉ - Por quê?

Shinyashiki -- O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento.
É contratado o sujeito com mais marketing pessoal.
As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência.Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras.
Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas, como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa.
Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas. Contratei-a na hora.
Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.

ISTOÉ -- Há um script estabelecido?

Shinyashiki -- Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um Presidente de multinacional no programa O aprendiz?

"Qual é seu defeito?"
Todos respondem que o defeito é não pensar na vida pessoal:
"Eu mergulho de cabeça na empresa".
Preciso aprender a relaxar".
É exatamente o que o Chefe quer escutar.
Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizado ou esquecido?
É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Da mesma forma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder.
O vice-presidente de uma as maiores empresas do planeta me disse:
"Sabe Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir".
Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor?

ISTOÉ -- Tem um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?

Shinyashiki -- Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento.
Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência.
Cuidado com os burros motivados.
Há muita gente motivada fazendo besteira.
Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado.
Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão.
Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado.
Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia.
O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.

ISTOÉ -- Está sobrando auto-estima?

Shinyashiki -- Falta às pessoas a verdadeira auto-estima.
Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa.Antes, o ter conseguia substituir o ser.
O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom.Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer.
As pessoas parecem que sabem, parece que fazem, parece que acreditam.E poucos são humildes para confessar que não sabem.
Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é melhor assim.
Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.

ISTOÉ -- Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?

Shinyashiki -- Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis.
Quem vai salvar o Brasil? O Lula.
Quem vai salvar o time? O técnico.
Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta.

O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia:"Quando você quiser entender a essência do ser humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham".
Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia.
Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo.
A gente tem de parar de procurar super-heróis.
Porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.

ISTOÉ -- O conceito muda quando a expectativa não se comprova?

Shinyashiki -- Exatamente.
A gente não é super-herói nem superfracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso.
Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque acreditavam que ele fosse mudar suas vidas e se decepcionaram.
A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.

ISTOÉ -- Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?

Shinyashiki - Tenho minhas angústias e inseguranças.
Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente.
Há várias coisas que eu queria e não consegui.
Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos).

Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos.

Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse. Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo.
O resto foram apostas e erros.
Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo.
Um amigão me perguntou:
"Quem decidiu publicar esse livro?"
Eu respondi que tinha sido eu
O erro foi meu.
Não preciso mentir.

ISTOÉ - Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?

Shinyashiki -- O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las.
São três fraquezas.
A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança.
Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram.
Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno.
Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards.
Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates..

O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.

ISTOÉ -- Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?

Shinyashiki -- A sociedade quer definir o que é certo.
São quatro loucuras da sociedade.
A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.
A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os dias.
A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder.
O resultado é esse consumismo absurdo.
Por fim, a quarta loucura:
Você tem de fazer as coisas do jeito certo.
Jeito certo não existe!
Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade.
Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito.
Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento.
Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou com amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo à praia ou ao cinema.

Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes.
Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte.
A maior parte pega o médico pela camisa e diz: "Doutor, não me deixe morrer.
"Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz".Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada.
Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas.
Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.

04 janeiro 2008

ALUZCINAÇÃO

Vídeo-poesia de Marcos Faria, sobre o desamor e a solidão das grandes cidades. SOM.

PAZ E LUTAS

28/12/2007 às 09:05
Paz e Lutas - Jornal do Commercio - 28/12/2007

Os índios Aymara, que habitam há séculos as margens do lago Titicaca, nos Andes, defendem a necessidade de sete diferentes tipos de paz. A primeira é para dentro de si. Consigo próprio, na saúde do corpo, na lucidez da mente, no prazer do seu trabalho, na correspondência dos seus amores. Sem paz consigo, você não está em paz. A segunda é para cima. Com os espíritos de seus antepassados, com a vontade de Deus. Se você não está em paz com o mundo sobrenatural, espiritual, com a metafísica da sua existência, sua paz fica incompleta. A terceira paz é para frente, com seu passado. A arrogante cultura ocidental põe o passado para trás. Já os Aymara põem o passado à frente, porque ele é o conhecido, o visto, o vivido. Se você tem remorsos, dívidas não pagas, culpas, arrependimentos, não está totalmente em paz. A quarta é para trás, com seu futuro. Quem tem medo do que virá, está assustado com dívidas a pagar, com o emprego incerto, esperando más notícias, não está em paz. A quinta é para o lado esquerdo, com seus próximos. Sem a paz familiar, não há paz. A disputa doméstica, o descontentamento com familiares e amigos próximos tira o sentimento de paz. A sexta paz é para o lado direito, com seus vizinhos. Não adianta a paz em casa se, do outro lado da rua, estão a ameaça, a maldição, o descontentamento. A última paz é para baixo, com a terra em que você pisa, de onde virá seu sustento. Se vier tempestade, se o solo secar ou tremer, não haverá paz completa. Para cada leitor, eu desejo esses sete tipos de paz, com base na sabedoria dos Aymara. Mas desejo também que, além das sete formas de paz, você tenha planos para construí-las. Das sete, cinco dependem apenas de você e sua família, de sua introspecção, sua espiritualidade, suas amizades. Mas duas, para a direita e para baixo, dependem de sua ação social e política. Dependem de luta. No mundo global de hoje, os vizinhos são todos os seres humanos, começando por seus conterrâneos nacionais. Para nós, brasileiros do século XXI, nossos vizinhos são 185 milhões de compatriotas. A paz de cada brasileiro depende do bem-estar de cada outro brasileiro, sem fome nem violência. Por isso, se queremos a paz completa, temos de agir para alcançá-la. A paz no seu lado direito não estará completa enquanto todos os brasileiros não tiverem a mesma chance na vida. O caminho é lutar, em 2008, para que o Brasil comece sua revolução por uma escola igual para todos. Da mesma forma, é preciso colocar nos seus planos para 2008 a luta pela proteção da natureza, o início da revolução por um desenvolvimento sustentável. Sem isso, você não terá paz para baixo, com a mãe Terra. Nem vai garantir a mesma chance entre gerações, deixando os próximos brasileiros sem acesso ao mesmo patrimônio natural. Esses dois planos de luta para 2008 são necessários para que você tenha paz com a Terra e com a humanidade. Sem elas, você também não terá as outras cinco formas de paz. É impossível ter paz com Deus tendo crianças sem escola, ou destruindo a Amazônia. Como não ter remorso sabendo que já perdemos cinco séculos de história? Como ter paz com o futuro, sabendo que estamos despedaçando nosso país e o mundo? E como ter paz com a família, quando filhos e netos perguntarem o que você fez para evitar a tragédia? Desejo-lhe sete tipos de paz neste Natal, e que, em 2008, você lute para ter direito a eles. Feliz Natal, Próspero 2008, sete formas de paz para você. E muita participação para construí-las. Porque a paz não acontece, ela é construída.
Escrito por: Cristovam Buarque - cristovam@senador.gov.br

EL ARTE DE CALLAR

"Muchas veces basta con una mirada. Una mirada sostenida. Tus ojos sobre los ojos del otro. Adivinar el significado de los brillos. Leer el futuro inmediato más allá de la pupila. Quieres decir muchas cosas, pero aguántate las ganas. Aprieta los labios. Permite que las ideas circulen sin que salgan al exterior. Alarga el espacio entre las preguntas y las respuestas. Deja que los músculos se dibujen en tu cara. Espera una señal de alerta. Mantén las respiración. Piensa que el otro también piensa. Analiza. Espera. La economía de las palabras: una virtud que no es exclusiva de las monjas de clausura. Un juego que practican los que deben hacerse los locos. Los que entienden que no todos los interrogantes necesitan una respuesta. Que la solución no siempre llega al abrir la boca. ¿Por qué decirlo todo? ¿Por qué no conservar en el interior una dosis de lo que se piensa? ¿Por qué no convertir en secreto algunas de las ideas que hacen su aparición sin previo aviso, al menos con la ilusión de que el tiempo las madure y las transforme en ideas más duraderas? ¿Por qué no entender, de una vez, que la palabra jamás logrará ser tan rápida como el cerebro, y que no todo lo que cruza por la mente puede convertirse en palabras? Entender que también se puede hablar con el gesto. Que el silencio a veces grita. Se guarda silencio en los hospitales, en los velatorios, en los actos solemnes. Se guarda silencio por pudor, por respeto, por dolor. Se guarda silencio por el dolor que es incapaz de convertirse en llanto. Silencio cuando el llanto se agota, y agota al que llora. Había que aprender a callar sin otro motivo que la propia voluntad. Callar para escuchar. Callar para mirar. Callar para aprender. Callar para callar. Callar, para convertir el silencio en un cómplice.Para saber si el eco existe.Callar, porque no todo lo que nos conviene escuchar nos lo dicen al oído, con la intimidad de una confesión, con el volumen de un grito, con el acento de las grandes revelaciones. Callar, para comprender que el silencio es el antifaz de los sonidos mas hermosos. Manejar el silencio es más fácil que manejar la palavra". (Georges Benjamin Clemenceau) - Esse texto dessa forma escrito, indicando esse autor, está em http://professortexto.blospot.com O PPS mandei por e-mail.

Falando nisso...

Que coisa horrorosa foi o capítulo de ontem da novela favela! Apelou até não poder mais. Na briga pela audiência vale tudo.

03 janeiro 2008

Novelas e a novela do BBB. PLIM PLIM

Alguém aí já parou pra ver a favela (ops), comunidade da novela? Não?! A Kombi é antiga mas não tem um arranhado. Se bobiar tem até o IPVA de 2007 pago. Hehehe. E as casas?! Aquilo não se parece com uma favela nem de longe.

É claro que a TV contribui para tudo de ruim que está acontecendo. Principalmente a do PLIM PLIM. Se diz tão preocupada com formação das pessoas mas na verdade só pensa em manter o poder e aumentar o capital.

Por falar em BBB, com certeza o sistema de cotas ainda não está valendo por lá.

Novelas.

Ontem estava assistindo a novela e me deu uma raiva danada ao ver que o autor vai na onda dos que não tem cérebro!
As cenas são idiotas, parece que a criatividade desapareceu, que temos que ver essa realidade podre nas novelas também, como se não bastasse a rotina cheia de violência e falcatruas que envolve o nosso cotidiano.
Tudo bem! Mas eu vou continuar sem assistir TV por mais um tempo!
Uma aluna com 7 anos me questionou nas aulas no ano passado se eu assistia as novelas.Quando respondi que não assisto TV ela surtou e me disse que sou de outro planeta, pois não pode existir alguém que não assista TV!!!
Achei horrorosa a retrospectiva feita pela Globo e no final eu disse:Caramba!Eu estou mesmo por fora de tudo isso!
Nem sabia que muitos famosos morreram em 2007.
Podemos até dizer que é a realidade, mas estou certa que os meios de comunicação estão colaborando e muito na geração da vilolência, pois está dificil encontrar algo bom que saia das novelas.Ou será que eu sou cega e não sei!!!


E viva a nova versão do BBB!!!!

BRIGAS E CONFLITOS

Heli,
Vamos aguardar as fotos...

E falando em brigas e conflitos, parece que 2008 vem com tudo nas novelas, beijo gay, mandante de crimes etc., está no endereço abaixo. Não me diz muito porque não vejo mesmo novelas, e já parei de achar isso ou aquilo (estou na terceirona, na fase de começar a tirar o time de campo, antes que pise na bola, dê vexame, fique no 0 x 0, no máximo 1 x 1). Mas pode ser que diga para muita gente, a audiência saberá dizer...

http://noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/2008/01/02/ult4244u637.jhtm

Chegando junto...hehehe

Pois é ...

Voltei!

Ontem eu estava com preguiça de escrever e também estou sem as fotos que foram tiradas "em família", pois as máquinas eram do cunhado e ele permanece na praia.
Tiramos muitas fotos fazendo brincadeiras, e assim que der, vou colocar aqui para que os amigos possam conhecer um novo modelo de Big Brother...hehehe.O que difere do BBB da Globo é que em familia não há brigas, e nem conflitos...HOHOHO.

02 janeiro 2008

CHEGANDO JUNTO NO CHÁ DAS CINCO

Trouxe aqui para vocês, com açucar e afeto, um chá quentinho para começarmos bem este 2008. Clique ai no link, aproveite enquanto está quente... Ah! Não precisa deixar gorjeta, mas se quiser não vou ficar aborrecido. Qualquer R$2mil/3mil será bem aceito, sei que é de coração.

LA LUNA - Jaime Sabines



Clique no link acima (som).

Em 2008

Desejo a vocês muita PAZ e que possamos a cada dia nos sentir mais felizes com aquilo que temos.

Vamos continuar aqui, chegando juntos e meu desejo é que nosso convívio continue a existir por um longooooooooooooooooooooooooooooo tempo!

Foi bom ficar uns dias fora, mas, confesso que senti saudade desse nosso cantinho virtual!

01 janeiro 2008

TRÊS ESTAÇÕES

Bonita essa letra de uma música do filme TRÊS ESTAÇÕES. Não achei essa canção. Duc Thanh - Dan Dau, Dan Tranh. The Moon.

Poderá alguém um dia saber
Quantos talos tem um arrozal?
Quantas curvas tem um rio?
Quantas camadas tem uma nuvem?
Alguém poderá varrer as folhas
De uma floresta?
E dizer ao vento para não
Sacudir mais as árvores
Quantas folhas um
Bicho-da-Seda tem de comer
Para fazer um vestido com
As cores do Passado?
Quanta chuva deve cair do céu
Antes do oceano
Transbordar de lágrimas?
Quantos anos a lua tem de ter
Antes que envelheça
No meio da noite, a lua
Vem e fica a espreitar
Ela que pode roubar
O meu coração
Sempre cantarei
Canções de alegria.