17 outubro 2009

Pedalando no tempo (clique aqui)



Clique na imagem para ampliá-la (foto e texto ney).
De carro ou moto, destreza não me faltou, devidamente habilitado andando pelas ruas do Rio e São Paulo, e por tantas estradas, sem nunca bater, sequer frear bruscamente. Mas temos que admitir que o trânsito nas cidades anda uma loucura. Na bicicleta vou com serenidade, ela por si só já exige equilíbrio.
Diz bem o poeta português, Alexandre O!Neill, descedente de irlandeses, nascido em Lisboa:
O CICLISTA
O homem que pedala, que ped'alma
com o passado a tiracolo, ao ar vivaz abre as narinas: tem o por vir na pedaleira

ELOGIO BARROCO DA BICICLETA
Redescubro, contigo, o pedalar eufórico
pelo caminho que a seu tempo se desdobra,
reolhando os beirais - eu que era um teórico
do ar livre - e revendo o passarame à obra.
Avivento, contigo, o coração, já lânguido
das quatro soníferas redondas almofadas
sobre as quais me etangui e bocejei, num trânsito
de corpos em corrida, mas de almas paradas.
Ó ágil e frágil bicicleta andarilha,
ó tubular engonço, ó vaca e andorinha,
ó menina travessa da escola fugida,
ó possuída brincadeira, ó querida filha,
dá-me as asas - trrim! trrim! - pra que eu possa traçar
no quotidiano asfalto um oito exemplar !

5 comentários:

FERNANDA & POEMAS disse...

OLÁ QUERIDO NEY, BELA POSTAGEM AMIGO... GOSTEI!!!
ABRAÇOS DE CARINHO E TERNURA,
FERNANDIHA

ney disse...

Obrigado, Fernanda, pedalando no tempo para desacelerar as correrias de hoje. Sempre damos um jeito, haveremos de encontrar caminhos. Abraço/ney.

Fernanda disse...

Olá Ney,

Gostei do seu post. Devíamos andar todos muito mais de bicicleta, é tão bom, tão bem mais saudável, sobretudo nos dias quentes...não é???

Bjs.

ney disse...

Fernanda,
Obrigado. É mesmo uma delícia, sempre fez parte da minha vida pedalar. Levo ela no carro para andar em lugares mais distantes, na orla do Rio de Janeiro, na serra de Friburgo (bem cedo no frio), na Ilha de Paquetá, onde não transitam veículos, somente charretes e bicicletas, e tudo mais ficou como nos anos 50. Mas dá para harmonizar com as grandes cidades, tudo vale a pena se alma não é pequena, certo? E vamos nós... bjs.ney.

Carlos Albuquerque disse...

Amigo ney.
Vi o filme de que é extraído o vídeo que aqui colocou e o inspirou a postar o "Elogio Barroco da Bicicleta", uma maravilha!
É, vamos seguindo com o porvir na pedaleira.
Um abraço
PS - um dia destes vou postar o mesmo vídeo. Eu sei, sei que vou imitar. Você se importa?