
Espaço disponível para que todos possam "chegar junto" com textos, fotos, artigos, links...
21 setembro 2009
FELIZ PRIMAVERA (clique aqui)

Primavera / Outono - Duas estaçoes de sonho...

Está começando o outono lá no hemisfério norte, uma estação linda elegante, colorida. No ano passado, por esta época, estava em Massachusetts e pude vivenciar a passagem dessa estação e me maravilhar com suas cores, seu charme, sua beleza.
Então, cá e lá a vida se cobre de cores, luzes, beleza. Então, cá e lá vivemos as mais lindas estações do ano. Então, cá e lá, ao vivo ou em pensamento, venho desejar aos amigos e leitores do "Chega-Junto", nos dois hemisférios, uma feliz Primavera / um feliz Outono, com todas as cores e alegrias que os próximos três meses possam lhes oferecer.
20 setembro 2009
SAPATO NO TEMPO

Vou descansar um pouquinho. Quando comecei essa caminhada eu era sapatinho de tricô, todo mundo me achava uma gracinha. Depois virei uma BOTINHA com meia branca até quase o joelho. Logo virei TAMANCO, depois ALPARGATAS de lona com solado de corda (dava um chulé). Depois tênis de lona, passavam uma tinta branca em mim (alvaiade), para eu desfilar branquinho no Sete de Setembro, ou fazer Primeira Comunhão. Quando comecei a ir para o colégio eu era um VULCABRAS, com chapinha de metal no solado para durar mais. Fui sandália FRANCISCANO e depois passei por várias transformações da modernidade, passavam graxa e verniz e eu ficava brilhando. Pior foi quando me cobriram com um tal calçado flexível de borracha chamado GALOCHA, para proteger o couro da chuva. Era horrível e cafona, eu parecia um robô, custei a me livrar dela. Durante o serviço militar eu fui COTURNO (bota), marchava o dia inteiro, enfrentava lama e chuva, andava até debaixo d’água.
Nos anos dourados eu fui MOCASSIM, geralmente da cor caramelo. Época boa que eu dançava com uns sapatinhos femininos, não era de muitos passos, mas ia bem no “dois pra lá, dois pra cá”, e acho que nunca pisei num pezinho. Para encurtar, fui TERRA por muitos anos, SAMELLO também, isso nos tempos do solado de couro, que quando furava se colocava meia sola, ou sola inteira, no sapateiro, ou então, quando se estava duro (sem dinheiro), tapava o furo por dentro colocando jornal nos dias de chuva. Mas teve períodos de vacas gordas, eu era feito sob encomenda.
É isso, agora estou aqui sozinho, não sei se inchou o pé do velho, ou ele foi caminhar descalço para sentir as energias da terra, ou é essa mania de fotografar tudo. Se eu soubesse me arrumava melhor, já estou meio caído, pisando de lado. FUI! Digo, FIQUEI!
UM DIA SEM CARRO
19 setembro 2009
JARDIM
Tempo... Tempo... Tempo!...
Havia um tempo de cadeiras na calçada, Era um tempo em que havia mais estrelas. Tempo em que as crianças brincavam sob a claraboia da lua. E o cachorro da casa era um grande personagem. E também o relógio da parede! Ele não media o tempo simplesmente: ele meditava o tempo.
(Mario Quintana)
16 setembro 2009
ABELHA (clique aqui para a música e vídeo)

Valeu a paciência de esperar o momento certo, e conseguir focar a abelha em pleno vôo indo pousar na flor. E de bem perto (close up), sem levar uma ferroada. Ela olhou para mim e entendeu que eu era do bem, e fez até pose, mas ficou atenta. Bem, eu sou um amador, foi o jeito que encontrei.
E elas são rápidas, visitam 10 flores por minuto, em busca de pólen e do néctar (Wikipédia). Com a língua as abelhas recolhem o néctar do fundo de cada flor e guardam-no numa bolsa localizada na garganta. Depois voltam à colmeia e o néctar vai passando de abelha em abelha. Desse modo a água que ele contém se evapora, ele engrossa e se transforma em mel.
A abelha tem cinco olhos. São três pequenos no topo da cabeça e dois olhos compostos, maiores, na frente. Uma colmeia abriga até 80 mil abelhas. Tem uma rainha, alguns zangões e milhares de operárias. Se nascem duas rainhas ao mesmo tempo, elas lutam até que uma morra. A abelha-rainha vive até 4 anos, enquanto as operárias não duram mais de um mês e meio.
Apenas as abelhas fêmeas trabalham. Os machos podem entrar em qualquer colmeia ao contrário das fêmeas. A única missão dos machos é fecundar a rainha. A rainha voa o mais que pode e é fecundada pelo macho que conseguir ir ter com ela. Depois de cumprirem essa missão, eles não são mais aceitos na colmeia. No fim do verão, ou quando existe pouco mel na colmeia, as operárias fecham a porta da colmeia e deixam os machos morrerem ao frio e à fome. http://pt.wikipedia.org/wiki/Abelha
...Ide para os vossos campos e jardins e aprendereis que o prazer da abelha consiste em retirar o mel da flor.Mas também a flor tem prazer em dar o seu mel à abelha.Pois para a abelha a flor é uma fonte de vida. E para a flor a abelha é mensageira de amor.E, para ambas, abelha e flor, o dar e o receber de prazer é uma necessidade e um êxtase. khalil gibran.
15 setembro 2009
LEVANTANDO VÔO... (clique aqui)

Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto ney)
São esses momentos que parecem já existir dentro de nós, e quando se revelam, nos surpreendem e encantam. Foi o que senti quando cliquei essa imagem, que parecia já existir na minha memória, talvez nos sonhos, ou desejos. Como diz Rubem Alves num dos seus belos textos, fui cativado pela graciosidade e harmonia dos movimentos dessa bela ave, um Atobá que tive a felicidade de fotografar, quando levantava vôo na Praia de Geribá, em Búzios-RJ. Porque foi todo um contexto, as pedras, os barcos, a montanha e a praia ao fundo, num encontro de céu e mar num belo dia azul. Seguindo o texto:
"Platão, quando queria explicar aquilo que não podia ser explicado, inventava um mito. Um dos seus inexplicáveis era a experiência do belo. Por que achamos uma coisa bela? Aí ele inventou que antes de nascer todos nós vivemos num reino espiritual onde se encontram todas as coisas belas do universo. Quando nascemos nos esquecemos delas. Mas não de todo. Elas permanecem adormecidas, tal como na estória da Bela Adormecida, à espera do beijo que as fará acordar. A vida inteira é um esforço para nos lembrar... Vez por outra ganhamos o beijo: vemos uma coisa bela e ficamos encantados. Por vezes, apaixonados. Isso quer dizer que fomos tocados por aquela beleza esquecida que um dia nós vimos. Fernando Pessoa pensava assim também. Aquela sua declaração de amor: “Quando te vi amei-te já muito antes, tornei a encontra-te quando te achei...” Então, a amada já estava dentro da sua alma, à espera... O encontro foi, na realidade, um re-encontro. Essa coisa bela que nos encanta, entretanto, não é a beleza pura que existe naquele reino espiritual. É apenas o seu breve cintilar, seu reflexo nas águas do tempo. O mundo está cheio de cintilações da eternidade. Mas, para se perceber a eternidade que mora neles é preciso que os olhos saibam ver... Você acha estranho que a eternidade seja refletida num pássaro? Não devia. Afinal de contas os poemas sagrados dizem que o Espírito Santo tem a forma de um pássaro."
E para a beleza desse momento, encontrei uma música que nos diz bem desses encantos, a antiga e bela canção Somewhere over the rainbow, que para mim, na voz de Eva Cassidy, se transforma realmente numa viagem e numa das mais belas interpretações: Clique no TÍTULO acima. ney.
Hoje eu trago Mario Quintana

VIDA
Não sei
o que querem de mim essas árvores
essas velhas esquinas
para ficarem tão minhas só de as olhar um momento.
Ah ! Se exigirem documentos aí do Outro Lado,
extintas as outras memórias,
só poderei mostrar-lhes as folhas soltas de um álbum de imagens:
aqui uma pedra lisa, ali um cavalo parado
ou
uma
nuvem perdida,
perdida...
Meu Deus, que modo estranho de contar uma vida!
14 setembro 2009
DELICADEZA (clique aqui)

Sei que viver está cada vez mais dificultoso.
Mas talvez por isto mesmo ou talvez devido a esse setembro azulzinho, a essa primavera que vem aí, o fato é que o tema da delicadeza começou a se infiltrar, digamos, delicadamente nesta crônica, varando os tiroteios, os seqüestros, as palavras ásperas e os gestos grosseiros que ocorrem nos cruzamentos da televisão ou do cinema com a própria vida.
VEJA NA ÍNTEGRA O BELO TEXTO DO AFFONSO ROMANO DE SANT'ANNA no blog dele, clicando no TÍTULO acima, ou aqui: http://www.affonsoromano.com.br/blog/index.php?titulo=307
Um pensamento...
13 setembro 2009
O CASAMENTO DO ANO (clique aqui)
VELHO BARCO ENCALHADO

Depois de navegar por esses mares, sob a luz do sol, da lua e das estrelas, deslizando em águas tranqüilas, enfrentando tempestades, perdi a força, o rumo, o norte, acabei encalhado aqui na areia.
Ah, é assim mesmo... quem sabe passa alguém por aqui e tira uma foto, e me leva para navegar no ciberespaço, na blogosfera, e faz de mim uma imagem com alguma poesia, melhore meu visual no photoshop, talvez conte algumas aventuras, reais ou virtuais, histórias de pescador... (ney)
CONTRÁRIOS (clique aqui para ver o vídeo)

Só quem já provou a dor... quem sofreu, se amargurou... viu a cruz e a vida em tons reais. Quem no certo procurou... mas no errado se perdeu... precisou saber recomeçar.
Só quem já perdeu na vida... sabe o que é ganhar... porque encontrou na derrota algum motivo para lutar. E assim viu no outono a primavera... descobriu que é no conflito que a vida faz crescer. Que o verso tem reverso... que o direito tem o avesso... que o de graça tem seu preço... que a vida tem contrários. E a saudade é um lugar... que só chega quem amou... e o ódio é uma forma... tão estranha de amar.
Que o perto tem distâncias... e o esquerdo tem direito... que a resposta tem pergunta... e o problema, a solução. E que o amor começa aqui... no contrário que há em mim... e a sombra só existe, quando brilha alguma luz. Só quem soube duvidar... pôde enfim acreditar... viu sem ver e amou sem aprisionar. Quem no pouco se encontrou... aprendeu multiplicar... descobriu o dom de eternizar. Só quem perdoou na vida, sabe o que é amar... porque aprendeu que o amor só é amor. Se já provou alguma dor... e assim viu grandeza na miséria... descobriu que é no limite... que o amor pode nascer. Padre Fabio de Melo.
Para ver o vídeo clique no TÍTULO acima.
12 setembro 2009
Para uma noite de sábado... Florbela Espanca

Meu doido coração aonde vais,
No teu imenso anseio de liberdade?
Toma cautela com a realidade;
Meu pobre coração olha que cais!
Deixa-te estar quietinho! Não amais
A doce quietação da soledade?
Tuas lindas quirneras irreais,
Não valem o prazer duma saudade!
Tu chamas ao meu seio, negra prisão!
Ai, vê lá bem, ó doido coração,
Não te deslumbres o brilho do luar!...
Não 'stendas tuas asas para o longe..
Deixa-te estar quietinho, triste monge,
Na paz da tua cela,a soluçar...
11 setembro 2009
10 setembro 2009
AS NUVENS
09 setembro 2009
POESIA PARA A CIDADE DO RIO DE JANEIRO
Rio 40 Graus..(2x)
Rio 40 graus
Cidade maravilha
Purgatório da beleza
E do caos...(2x)
Capital do sangue quente
Do Brasil
Capital do sangue quente
Do melhor e do pior
Do Brasil...(2x)
Cidade sangue quente
Maravilha mutante...
O Rio é uma cidade
De cidades misturadas
O Rio é uma cidade
De cidades camufladas
Com governos misturados
Camuflados, paralelos
Sorrateiros
Ocultando comandos...
Comando de comando
Submundo oficial
Comando de comando
Submundo bandidaço
Comando de comando
Submundo classe média
Comando de comando
Submundo camelô
Comando de comando
Submáfia manicure
Comando de comando
Submáfia de boate
Comando de comando
Submundo de madame
Comando de comando
Submundo da TV
Submundo deputado
Submáfia aposentado
Submundo de papai
Submáfia da mamãe
Submundo da vovó
Submáfia criancinha
Submundo dos filhinhos...
Na cidade sangue quente
Na cidade maravilha mutante...
Rio 40 graus
Cidade maravilha
Purgatório da beleza
E do caos...(2x)
Rio 40 graus
Purgatório da beleza
E do caos...
Eh! Rio 40 graus...
Quem é dono desse bêco?
Quem é dono dessa rua?
De quem é esse edifício?
De quem é esse lugar?...(2x)
É meu esse lugar
Sou carioca
Pô!(Sou carioca!)
Eu quero meu crachá
Sou carioca
Pô!...
"Canil veterinário
É assaltado liberando
Cachorrada doentia
Atropelando!
Na xuxa das esquinas
De macumba violenta
Escopeta de sainha plissada
Na xuxa das esquinas
De macumba gigantescas
Escopêta de shortinho algodão"...
Cachorrada doentia do Joá, eh!
Cachorrada doentia São Cristóvão
É Cachorrada doentia Bonsucesso
Cachorrada doentia Madureira
É Cachorrada doentia da Rocinha
É Cachorrada doentia do Estácio...
Na cidade sangue quente
Na cidade maravilha mutante...
Rio!...
Rio 40 graus
Cidade maravilha
Purgatório da beleza
E do caos...(2x)
Rio 40 graus
Purgatório da beleza
E do caos...
A novidade cultural
Da garotada
Favelada, suburbana
Classe média marginal
É informática metralha
Sub-uzi equipadinha
Com cartucho musical
De batucada digital...
Gatinho de disket
Marcação pagode, funk
De gatinho marcação
Do samba-lance
Com batuque digital
Na sub-uzi musical
De batucada digital
Eh!...
Meio batuque inovação
De marcação prá pagodeira
Curtição de falação
De batucada
Com cartucho sub-uzi
De batuque digital
Metralhadora musical...
De marcação invocação
Prá gritaria
De torcida da galera
Funk!
De marcação invocação
Prá gritaria
De torcida da galera
Samba!
De marcação invocação
Prá gritaria
De torcida da galera
Tiroteio!
De gatilho digital
De sub-uzi equipadinha
Com cartucho musical
De contrabando militar
Da novidade cultural
Da garotada
Favelada suburbana
De shortinho, de chinelo
Sem camisa, carregando
Sub-uzi equipadinha
Com cartucho musical
De batucada digital
Ulalá!...
Na cidade sangue quente
Na cidade maravilha mutante
Huuuummm!...
Rio 40 graus
Cidade maravilha
Purgatório da beleza
E do caos...(2x)
Rio 40 graus
Purgatório da beleza
E do caos...
Capital do sangue quente
Do Brasil
Capital do sangue quente
Do melhor e do pior
Do Brasil...
(O Rio de Janeiro!)
(O Rio De Janeiro!)
(Soy Loco Por Ti!)...
Rio 40 graus
Cidade maravilha
Purgatório da beleza
E do caos...(2x)
Rio 40 graus
Purgatório da beleza
E do caos...
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O Rio é bem isso aí! Com o avanço tecnológico, o "disket" foi substituído pelo MP4 e a metralhadora Uzi pelo fuzil.
Cai chuva do céu cinzento
Amanheceu chovendo aqui em Curitiba.Para sentir esse momento de forma poética, nada melhor do que a poesia de Fernando Pessoa.
Cai chuva do céu cinzento
Que não tem razão de ser.
Até o meu pensamento
Tem chuva nele a escorrer.
Tenho uma grande tristeza
Acrescentada à que sinto.
Quero dizer-ma mas pesa
O quanto comigo minto.
Porque verdadeiramente
Não sei se estou triste ou não,
E a chuva cai levemente
(Porque Verlaine consente)
Dentro do meu coração.
Fernando Pessoa
08 setembro 2009
O amor pela natureza...
Apenas um desabafo...
Ontem o Brasil comemorou o “Dia da Pátria” e viajando no tempo como costumo fazer sempre, voltei aos anos 50 quando, adolescentes, estudantes, desfilávamos orgulhosamente nesse dia. Era uma festa. Nós nos sentíamos tão importantes! Lembro-me bem que no último desfile de que participei a festa foi no Pacaembu, e foi a primeira e ultima vez que entrei naquele estádio. Fiquei deslumbrada com o tamanho dele. E foi marcante também porque pela primeira vez não me senti desajeitada, patinho feio entre as meninas da minha classe, todas tão lindinhas, porque havia perdido uns quilinhos que me atormentaram durante os primeiros tempos de minha adolescência. E foi quando, pela primeira vez percebi olhares interessados dos rapazes que desfilavam conosco... Ainda demorei um tempo para ter meu primeiro namoradinho, mas já não me sentia deslocada... Ah tempos bons, aqueles... Tão lúdicos, tão diferentes dos de hoje...
Hoje os alunos já não desfilam, não aprendem a cantar corretamente o Hino Nacional, muito menos o Hino a Bandeira, e nem sei como poderiam pensar em hinos se os pobrezinhos não conseguem nem aprender matemática... Português, então!... Claro que não me refiro as crianças das classes mais favorecidas, essas nem podem ser referência para um pais como o nosso, com tanto interiorzão, sertão, vilas e cidades distantes para serem atendidos.
Mas o 7 de setembro não deveria ser um dia de louvor a Pátria, de orgulho cívico? Então que é que eu tenho que ficar lembrando probleminhas de uma adolescência que se perdeu num passado distante, ou de crianças que não conseguem aprender porque, subnutridas e esquecidas pelas autoridades "competentes' acabam tendo um futuro de cartas marcadas? E porque será que enquanto estou escrevendo fica bailando na minha cabecinha uma imagem triste, vergonhosa, de uma senhora que um dia já foi ídolo de adolescentes, uma cantora que não sabia a letra da musica que cantava e que, para vergonha da nação era o Hino Nacional, uma senhora que deveria responder pelo impensado ato de desrespeitar seu hino e seu país, juntamente com uns tantos assistentes que ao final da triste apresentação ainda ensaiaram um aplauso?... Ah, pobre do meu pais, deste chão que me enternece, desta Pátria que ainda há de ser grande, maior ainda do que já a sinto dentro de mim...
Dulce Costa
Na madrugada do dia oito de setembro do ano de dois mil e nove.
06 setembro 2009
RIO A CIDADE MAIS FELIZ DO MUNDO - FORBES (clique aqui)

05 setembro 2009
PARA DULCE
Obrigado pelo belos efeitos nas fotografias, deixando o blog mais bonito e em movimento. Ficou muito bom. VALEU! bjs/ney.
LUAR
04 setembro 2009
Uma verdade...
O AMOR
É difícil para os indecisos.
É assustador para os medrosos.
Avassalador para os apaixonados!
Mas, os vencedores no amor são os fortes.
Os que sabem o que querem e querem o que têm!
Sonhar um sonho a dois,
e nunca desistir da busca de ser feliz,
é para poucos!!
Cecília Meireles
02 setembro 2009
And in the end the love you take is equal to the love you make. Paul McCartney

Clique aqui para matéria completa no Jornal O DIA.
Sawabona
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século.
O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher.
Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino.
A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei.
Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria.
Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo.
Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas.
Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras.
O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração.
Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma.
É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.
O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia quevem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.
Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.
Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso.
Ao contrário, dá dignidade à pessoa.
As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único.
Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro.Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quantoàs diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável.
Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhiae o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém; algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...
PS: Caso tenha ficado curioso(a) em saber o significado de SAWABONA, é um cumprimento usado no sul da África e quer dizer: "Eu te respeito, eu te valorizo, você é importante para mim". Em resposta, as pessoas dizem SHINKOBA, que significa:"Então, eu existo para você".
Flávio Gikovate
médico psicoterapeuta
31 agosto 2009
30 agosto 2009
Um momento com Cecília Meireles (2)

Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permite que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio,
e a dor é de origem divina.
Permite que eu volte o meu rosto
para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho
como as estrelas no seu rumo.
Quintana nesta bela manhã de domingo
28 agosto 2009
Por quem foi que me trocaram-Fernando Pessoa
Quando estava a olhar pra ti?
Pousa a tua mão na minha
E, sem me olhares, sorri.
Sorri do teu pensamento
Porque eu só quero pensar
Que é de mim que ele está feito
É que tens para mo dar.
Depois aperta-me a mão
E vira os olhos a mim...
Por quem foi que me trocaram
Quando estás a olhar-me assim?
Fernando Pessoa
FESTA
27 agosto 2009
FELIZ ANIVERSÁRIO!
Um grande abraço, Jards.
Aproveito o espaço para mandar beijos para a Dulce e a Heli, que prepararam a festa aqui no "chega junto".
Hoje é dia de festa
Sejam bem vindos a esta especial festa de aniversário...

E por isso convidamos a todos os nossos amigos e leitores a festejarem conosco esta data tão especial para o blog e para todos nós da equipe.
Sirvam-se de uma taça de champanhe ou, se preferirem, de um copo de Coca-cola, a bebida favorita do aniversariante. Ergam seus copos ou suas taças e brindemos ao Ney, desejando a ele toda a felicidade do mundo.
Tchin-tchin...
NOSSOS MAIS SINCEROS PARABENS AO NOSSO QUERIDO AMIGO !
26 agosto 2009
Drummond, sempre Drummond...
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.
Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.
Carlos Drummond de Andrade
Falando em presente...
Esperamos que ele apareça, pois amanhã é seu aniversário e estamos preparando aqui no blog uma festa para ele...
A torta de chocolates com morangos está sendo preparada com muito carinho(rs).
Presente
24 agosto 2009
Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errônea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.
Fernando Pessoa, 1931.
23 agosto 2009
O AMOR
22 agosto 2009
Três professores, um só modo de ser petista.
Chauí já foi alvo de nossas discussões nos tempos do Buteco.
Janine e Mercadante fazem parte desse cenário que nos envolve, mas que não estamos mais nem aí...
Cansamos da política e da politicagem.
"Na época do "mensalão", Chauí recebia sua duplicação de salário no Conselho Nacional de Educação e, então, rasgou seu diploma de filósofa e passou a defender o partido, perdendo toda e qualquer visão crítica.Na mesma época, o professor de ética Renato Janine Ribeiro, também no governo, fez um tortuoso raciocínio para dizer que não se podia julgar o governo por questões morais.
Por sua vez, Mercadante, quando descobriu que também a campanha dele havia sido financiada pelos empréstimos complicados do PT, chorou lágrimas de crocodilo na TV.
Bom, isso tudo foi em 2005. Agora, em 2009, o que se passa? O "episódio Sarney" produziu o que? Chauí e Janine apenas gastam o dinheiro que ganharam no governo, e fingem que não está acontecendo nada. E Mercadante nem chora mais. Foi ao Lula dizer que iria deixar a liderança do PT e voltou com o rabinho entre as pernas dizendo que não ia mais fazer isso. Ou seja, certamente Lula mostrou a ele, Mercadante, o que perderia se ficasse rebeldinho.
Três professores, um só modo de ser petista - o único modo que restou, que é o de ser sempre um oportunista cara de pau".
Paulo Ghiraldelli Jr.
Nem todas as manhãs são azuis...

Em certos dias você acorda e, antes mesmo de abrir os olhos sabe que o dia está azul, lindo, porque sua alma parece despertar entre luzes e cores, entre musica e poesia. Então você salta da cama abre a janela imaginando ver o sol iluminando a cidade e, mesmo que assim não o seja, você vê um dia radioso diante de si e sai para a vida cantarolando doces canções,.
Mas há dias em que, ao acordar, sentindo a alma toda em nostalgia, antes mesmo de abrir os olhos, imagina um céu cinzento lá fora, nuvens negras prenunciando temporais, ventos fortes fustigando as árvores... Assustada, você abraça a si mesma, como a pedir carinho ao próprio coração, encolhe-se entre os lençóis, sentindo doer uma ausência, buscando um refúgio inexistente dentro de você para aquele momento. Então deixa-se ficar assim, enrodilhada, frágil e tão sozinha até que lágrimas de saudade venham lavar-lhe a alma, trazendo paz ao seu coração. E você sente que a ausência se fez presença, uma presença que a envolve ternamente, como a dizer: “não chore, estou aqui, sempre estarei aqui, dentro de seu coração”...
E quando, finalmente, erguer-se da cama, ao abrir a janela para a vida, sabe que vai encontrar um céu suavemente azulado, um sol que docemente doure a paisagem, ainda que esteja chovendo e que a ventania curve as árvores da rua... Então você sai para a vida levando um sorriso de ternura nos lábios e uma saudade amiga como companheira, e seu dia finalmente amanhece em paz...
20 agosto 2009
Ao cair da tarde, poesia...
Aqui está minha vida - esta areia tão clara
com desenhos de andar dedicados ao vento.
Aqui está minha voz - esta concha vazia,
sombra de som curtindo o seu próprio lamento.
Aqui está minha dor - este coral quebrado,
sobrevivendo ao seu patético momento.
Aqui está minha herança - este mar solitário,
que de um lado era amor e do outro, esquecimento.
18 agosto 2009
SENTIMENTOS
http://www.youtube.com/watch?v=UZcoSTXjWRE
A REDE

Há momentos...

Sonhe com aquilo que você quiser. Vá para onde você queira ir. Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce. Dificuldades para fazê-la forte. Tristeza para fazê-la humana. E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas. Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram. Para aqueles que se machucam. Para aqueles que buscam e tentam sempre. E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas.
O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar duram uma eternidade.
(Clarice Lispector)
17 agosto 2009
Quero - Carlos Drummond de Andrade
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.
Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte, como sabê-lo?
Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.
Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.
No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.
Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
Carlos Drummond de Andrade
16 agosto 2009
E há tantas pedras pelos caminhos...
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
15 agosto 2009
A arte de viver!!!
Mas como é difícil!
Mário Quintana
13 agosto 2009
Sementes.
Um outro querer...
12 agosto 2009
chove lá fora...
Divido-a com vocês.
TRAPO
(Alvaro de Campos)
O dia deu em chuvoso.
A manhã, contudo, esteve bastante azul.
O dia deu em chuvoso.
Desde manhã eu estava um pouco triste.
Antecipação! Tristeza? Coisa nenhuma?
Não sei: já ao acordar estava triste.
O dia deu em chuvoso.
Bem sei, a penumbra da chuva é elegante.
Bem sei: o sol oprime, por ser tão ordinário, um elegante.
Bem sei: ser susceptível às mudanças de luz não é elegante.
Mas quem disse ao sol ou aos outros que eu quero ser elegante?
Dêem-me o céu azul e o sol visível.
Névoa, chuvas, escuros — isso tenho eu em mim.
Hoje quero só sossego.
Até amaria o lar, desde que o não tivesse.
Chego a ter sono de vontade de ter sossego.
Não exageremos!
Tenho efetivamente sono, sem explicação.
O dia deu em chuvoso.
Carinhos? Afetos? São memórias...
É preciso ser-se criança para os ter...
Minha madrugada perdida, meu céu azul verdadeiro!
O dia deu em chuvoso.
Boca bonita da filha do caseiro,
Polpa de fruta de um coração por comer...
Quando foi isso? Não sei...
No azul da manhã...
O dia deu em chuvoso.
11 agosto 2009
O bicho - Manuel Bandeira
10 agosto 2009
ESCULTURAS, ARTE E ARTESANATO (clique aqui)
http://curiosidadesnanet.wordpress.com/2008/07/22/arte-com-galhos/
http://www.dormiu.com.br/curiosidades/cavalos-de-madeira-por-heather-jansch-7899/
http://www.youtube.com/watch?v=gB_pnvYF3xc&feature=related
09 agosto 2009
ANOITECER - FLORBELA ESPANCA
Anoitecer
A luz desmaia num fulgor de aurora,
Diz-nos adeus religiosamente...
E eu que não creio em nada, sou mais crente
Do que em menina, um dia, o fui... outrora...
Não sei o que em mim ri, o que em mim chora,
Tenho bençãos de amor pra toda a gente!
E a minha alma, sombria e penitente,
Soluça no infinito desta hora...
Horas tristes que vão ao meu rosário...
Ó minha cruz de tão pesado lenho!
Ó meu áspero intérmino Calvário!
E a esta hora tudo em mim revive:
Saudades de saudades que não tenho...
Sonhos que são os sonhos dos que eu tive...
Florbela Espanca
08 agosto 2009
FELIZ DIA DOS PAIS!
Vossos filhos-Khalil Gibran
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E, embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos.
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
pois suas almas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós, porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O Arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a Sua força para que Suas flechas se projetem rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria: pois assim como Ele ama a flecha que voa, ama também o arco que permanece estável."
( De "O Profeta" - Gibran Khalil Gibran )
07 agosto 2009
Gripe H1N1(Clique aqui)
Alguns assuntos são difíceis de ser tratados pela seriedade com que se apresentam.
Aqui em Curitiba, todas as aulas estão suspensas.
Problema maior é a falta de informações sobre a real situação do crescimento no número de casos da gripe H1N1. .
Sei que há muitas outras cidades enfrentando o mesmo tipo de problema.
Para quem desejar saber como está a situação da Educação aqui em Curitiba, acesse o site:
http://www.cidadedoconhecimento.org.br/cidadedoconhecimento/
Um pensamento
06 agosto 2009
Comemorar com amigos é bom demais!...
Parabéns Alexander!
(HAPPY BIRTHDAY TO US)
05 agosto 2009
Preparativos para a festa de aniversário.
A VIDA - Henfil
(Henfil)
"Por muito tempo eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.
Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga.
Aí sim, a vida de verdade começaria.
Por fim, cheguei a conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.
Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.
A felicidade é o caminho!
Assim, aproveite todos os momentos que você tem.
E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo;
e lembre-se que o tempo não espera ninguém.
Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade;
Até que você volte para a faculdade;
até que você perca 5 quilos;
até que você ganhe 5 quilos;
até que você tenha tido filhos;
até que seus filhos tenham saído de casa;
até que você se case;
até que você se divorcie;
até sexta à noite;
até segunda de manhã;
até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova;
até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos;
até o próximo verão,
outono, inverno;
até que você esteja aposentado;
até que a sua música toque;
até que você tenha terminado seu drink;
até que você esteja sóbrio de novo;
até que você morra;
E decida que não há hora melhor para ser feliz do que AGORA MESMO…
Lembre-se:
“Felicidade é uma viagem, não um destino”.
04 agosto 2009
ANIVERSÁRIO
Quem será?
POESIA
ENSEADA

O colorido da natureza nesses reflexos dos barcos ancorados, das nuvens, do céu azul, da vegetação, da gaivota no seu vôo solitário, diz um pouco dessa comunidade de pescadores, e de suas aventuras no mar. (ney)
FLORBELA ESPANCA - Poesia para sua noite
O nosso amor morreu... Quem o diria!
Quem o pensara mesmo ao ver-me tonta,
Ceguinha de te ver, sem ver a conta,
Do tempo que passava, que fugia!
Bem estava a sentir que ele morria...
E outro clarão, ao longe já desponta!
Um engano que morreu...e logo aponta.
A luz doutra miragem fugidia...
Eu bem sei, meu amor, que pra viver
São precisos amores, pra morrer,
E são precisos sonhos para partir.
Eu bem sei, meu amor, que era preciso
fazer do amor que parte o claro riso
De outro amor impossível que há-de vir.
Cartas de amor...
02 agosto 2009
CEGUEIRA BENDITA-Florbela Espanca
CEGUEIRA BENDITAFlorbela Espanca
Trocando Olhares - 24/04/1917
Ando perdida nestes sonhos verdes
De ter nascido e não saber quem sou,
Ando ceguinha a tatear paredes
E nem ao menos sei quem me cegou!
Não vejo nada, tudo é morto e vago…
E a minha alma cega, ao abandono
Faz-me lembrar o nenúfar dum lago
´Stendendo as asas brancas cor do sonho…
Ter dentro d´alma na luz de todo o mundo
E não ver nada nesse mar sem fundo,
Poetas meus irmãos, que triste sorte!…
E chamam-nos a nós Iluminados!
Pobres cegos sem culpas, sem pecados,
A sofrer pelos outros té à morte!
A solidão amiga-Rubem Alves.(clique aqui)
A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão... O que mais você deseja é não estar em solidão...
Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir, música... Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa... Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão... A noite estava perdida.
Faço-lhe uma sugestão: leia o livro A chama de uma vela, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório bobo ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, “parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxoleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis“. A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho a você, como motivo de meditação: “Como se comporta a Sua Solidão?“ Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.
Texto completo em:
http://www.rubemalves.com.br/asolidaoamiga.htm
01 agosto 2009
Bom dia com Fernando Pessoa...
"Enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria solidão, continuaremos a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é necessário ser um."

























