28 junho 2009

Vinícius de Moraes - Um poeta na madrugada...


Soneto da separação


De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama

De repente não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo, distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente

2 comentários:

heli disse...

Dulce.
Acho lindo esse poema do Vinícius!
Que bom que você está sempre por aqui...
Estou novamente sem o meu computador e sem tempo para "blogar"(rs)

beijos

Dulce disse...

Heli

Estava mesmo estranhando sua ausência. Você faz falta, menina!...
Espero que volte logo.
beijos