25 junho 2009

UM POEMA DE MÁRIO QUINTANA

EU ESCREVI UM POEMA TRISTE

Eu escrevi um poema triste
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza...
Nem importa, ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel...
Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves...
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!

Mario Quintana - A Cor do Invisível

2 comentários:

Dulce disse...

Heli

Quintana sempre sensivel, fazendo barcos de papel das cartas que já não tem importância... Certíssimo, nosso querido poeta...
beijos

heli disse...

Certíssimo Dulce.O poeta está certo!!