19 setembro 2008

PASSEIO A TERESÓPOLIS-RJ
































































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Teresópolis-RJ - Cachoeira do Frade.
Lindo passeio na montanha, natureza exuberante, cachoeiras e rios de águas geladas, tomei coragem e mergulhei, dei uma de Tarzan (aposentado), belas paisagens na estrada asfaltada e nos caminhos de terra, e na volta um lindo pôr-do-sol na Baia da Guanabara, que eu não poderia deixar de clicar de dentro do carro mesmo. MUITO BOM!
E ESSE LINDO AZUL NO CÉU NOS FAZ ACREDITAR QUE AINDA TEMOS CHANCES DE SALVAR O PLANETA TERRA... E NOS SALVAR. É só voltar a pensar nos processos, e não só nos resultados. Viver a criança, o adolescente, o adulto e o velho, o sonho, a fantasia, juventude, razão e emoção, amor, prazer, respeito ao próximo, solidariedade, compaixão, espiritualidade.

Perhaps Love

Pois é, falando em talvez, lembrei da letra belíssima desta canção, só não sei se vou conseguir postar pois está aparecendo sempre uma mensagem de erro quando tento colocar algo aqui no blog, vamos tentar...


Perhaps Love

Talvez o amor seja como um lugar de descanso
Um abrigo da tempestade
Ele existe para te dar conforto
Ele está lá para te manter aquecido
E nas horas de turbulência
Quando mais você está sozinho
A lembrança de um amor te levará para casa

Talvez o amor seja como o oceano
Cheio de conflitos, cheio de dor
Como uma lareira quando faz frio lá fora
Como o trovão quando chove
E se eu vivesse para sempre
E todos os meus sonhos fossem realizados
Minha lembrança de amor seria de você

Talvez o amor seja como uma janela
Talvez uma porta aberta
Ele te convida a chegar mais perto
Ele quer te mostrar mais
E mesmo que você se perca
E não saiba o que fazer
A lembrança de um amor fará você superar tudo
O amor para alguns é como uma nuvem
Para outros, tão forte quanto o aço
Para alguns um modo de vida
Para outros uma forma de sentir
E alguns dizem que o amor está suportando
E outros dizem "deixa ir"
E alguns dizem que o amor é tudo
Outros dizem que não sabem

Talvez o amor seja como o oceano
Cheio de conflitos, cheio de dor
Como uma lareira quando faz frio lá fora
Como o trovão quando chove
E se eu vivesse para sempre
E todos os meus sonhos fossem realizados
Minha lembrança de amor seria de você
O amor para alguns é como uma nuvem
Para outros, tão forte quanto o aço
Para alguns um modo de vida
Para outros uma forma de sentir
E alguns dizem que o amor está suportando
E outros dizem "deixa ir" E alguns dizem que o amor é tudo
Outros dizem que não sabem

Talvez o amor seja como o oceano
Cheio de conflitos, cheio de dor
Como uma lareira quando faz frio lá fora
Como o trovão quando chove
E se eu vivesse para sempre
E todos os meus sonhos fossem realizados
Minha lembrança de amor seria de você

18 setembro 2008

Meu relógio parou...

O relógio do meu computador parou, ficou no dia de ontem, e minhas mensagens ficaram presas lá atrás. Mas o tempo não pára, não tem "Perhaps".

NO SILÊNCIO O PENSAMENTO VOA...


Esses poetas sabem mesmo dizer da vida, do amor... e nisso o Mario Quintana foi um MESTRE, e dizia com simplicidade:
BILHETE
Se tu me amas, ama-me baixinho. Não o grites de cima dos telhados. Deixa em paz os passarinhos. Deixa em paz a mim! Se me queres,enfim,tem de ser bem devagarinho, Amada, que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...
Mario Quintana.
Somos donos de nossos atos, mas não donos de nossos sentimentos; Somos culpados pelo que fazemos, mas não somos culpados pelo que sentimos; Podemos prometer atos, mas não podemos prometer sentimentos... Atos sao pássaros engailoados, sentimentos são passaros em vôo.
Mario Quintana.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre...E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor. Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...E poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto. Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento...e não brinque com ele." Mario Quintana.

Onde mora Deus?

Quando Deus criou o mundo, passou a viver nele, no mercado.Mas sua vida estava se tornando um tormento cada vez maior porque as pessoas não paravam de trazer-lhe queixas: a mulher de fulano está doente, o filho de sicrano morreu, beltrano não consegue arrumar emprego - todo os tipos, todas as espécies de queixas.

E as pessoas nem ao menos preocupavam-se se era dia ou noite: vinte e quatro horas por dia, ele ouvia queixas e, naturalmente, já não agüentava mais.

Finalmente, consultou seus assessores, que disseram:

- Em primeiro lugar, foi um erro criar o mundo. Agora, fuja, ou essas pessoas vão matá-lo.Mas Deus disse.

- Fugir para onde?

Alguém sugeriu:

- Vá para o Everest.

Deus retrucou:

-Vocês não conhecem o futuro. Conheço o passado, o presente e o futuro.

Logo um sujeito vai chegar lá. E assim que me vir, o mesmo problema vai aparecer: por toda a parte haverá ônibus, estradas, aeroportos, restaurantes, hotéis... porque as pessoas irão lá para queixar-se de problemas e dificuldades. A mesma coisa vai recomeçar.

Alguém falou:

- Então é melhor que você vá para a Lua.

Disse Deus:- Vocês não entendem.

Não há um único lugar em todo o mundo, onde o homem não consiga chegar algum dia.
Um velho assessor, que costumava falar raramente, segredou ao ouvido de Deus:

- Sei de um lugar aonde o homem nunca chegará: simplesmente entre dentro dele. Ele vai procurar em toda a parte - mas nunca dentro de si mesmo.

E Deus respondeu:

- Isso parece ser sensato.

Desde então, Deus mora dentro de você.
Agora, contei-lhe o segredo e o resto depende de você: se quiser ir encontrá-lo, vá para dentro!

Mas não se queixe... De fato, ele ficará muito feliz em vê-lo, porque em milhares de anos não tem visto muita gente - só de vez em quando.E as pessoas que chegam até Ele, conseguem isso ficando silenciosas, alertas, conscientes.
Não se queixam - riem.
Afirmo-lhe que Deus ri junto com elas.

Autor: Osho

O PESCADOR


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Nuvens escuras nos mercados financeiros do mundo... parece coisa de especulador (???$$$).
Estão vendo aquele pescador lá na pedra?
Eu perguntei a ele se sabia que as bolsas cairam. Ele respondeu: - Caiu minha bolsa não... eu que botei ela dentro d'água para o peixe ficar fresquinho, mas tá presa na pedra...
Tá é dando peixe de montão, uma beleza! A janta tá garantida.

DIA DE CHUVA E FRIO




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Foi só um dia de chuva
Desses jeitos da natureza nos falar
Limpar o ar, molhar a terra, regar as plantas
Fazer o rio correr

A brisa fresca sensibiliza a alma
Que nos fala de alegrias e tristezas
E o dia cinza nos faz ver esses contrastes
Até mesmo nas fotografias.

... E nem impediu o meu caminhar
E o avião lá no céu de voar.

RIO DE CHUVA





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MAS QUE RIO É ESSE !?

Volta SOL !

CORRENDO ATRÁS DAS BORBOLETAS - Mario Quintana






“Com o tempo, você vai percebendo que
para ser feliz com uma outra pessoa,
você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela...

Percebe também que aquela pessoa que você ama
(ou acha que te ama)
e que não quer nada com você, definitivamente,
não é a pessoa da sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e,
principalmente, a gostar de quem também,
gosta de você...

O segredo é não correr atrás das borboletas...

É cuidar do jardim para que elas venham até você...

No final das contas, você vai achar não quem
você estava procurando,
mas quem estava procurando por você!!!
(foto ney).

17 setembro 2008

A JANELA



.

.
Gosto da vida sem pressa,
como os pensamentos do poeta
que vão na imensidão do tempo
vendo todas as belezas e os amores,
por isso, assim persiste plantando flores
no jardim da vida.

As borboletas estão no jardim...
sem pressa.
Vejo danças nessa imensidão de flores,
esse balé das borboletas embeleza todas as manhãs
embaixo da minha janela...
sem pressa.
chegam com a luz do sol, assim são as borboletas...
sem pressa.

As gotinhas de orvalho da madrugada vão sumindo,
vejo as flores se abrindo e tudo ficando colorido,
gosto da vida sem pressa.
Para te ver passar na minha janela
assim percebo como a vida é bela...
sem pressa.

Pressa? Só para encontrar com você
que me faz viver com emoções.
Quero viver como o poeta
com toda a imensidão de tempo...
sem pressa.

E. Ronis Ruach.

16 setembro 2008

PRAIA DO PERÓ/CABO FRIO... no caminho para Búzios

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Praia deserta, imensa e linda

Mar e restinga a perder de vista

Ouvi as ondas e as gaivotas

Senti o vento e o sol

Vi o azul do céu e do mar

Mas não vi você

15 setembro 2008

MEIO FLORESTA, MEIO JARDIM

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Jardim Botânico (outras fotos)









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MUITO BOM

Belas fotos! Esse passeio de Búzios é tudo de bom.
Valeu!

A POSSIBILIDADE

"É a possibilidade que me faz continuar e não a certeza. Uma espécie de aposta da minha parte. E embora me possam chamar sonhadora...Louca ou qualquer outra coisa, acredito que tudo é possível..." Fênix Faustine.

Nem a tristeza, nem a desilusão, Nem a incerteza...Nem o medo, nem a depressão... Nada me impedirá de sorrir...Por mais que sofra meu coração.....Nada me impedirá de sonhar....Nem o desespero nem a descrença... Muito menos o ódio ou alguma ofensa...Mesmo errando e aprendendo, Tudo me será favorável...Para que eu possa sempre evoluir, Preservar,servir,cantar,agradecer,Perdoar,recomeçar... Quero viver o dia de hoje, Como se fosse o primeiro...Como se fosse o último,Como se fosse o único... Quero viver o momento de agora, Como se ainda fosse cedo, Como se nunca fosse tarde... Conservar o equilíbrio e fortalecer,A minha esperança... Quero caminhar na certeza de chegar...Fênix Faustine

14 setembro 2008

QUESTÃO RESOLVIDA



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Num post anterior fiquei em dúvida sobre o caminho a seguir, agora resolvi a questão, mas não foi moleza encontrar a solução, tive mesmo que me desdobrar (rs).

Jardim Botânico do Rio de Janeiro (fotos ney).



















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Jardim Botânico-Rio (fotos ney).

13 setembro 2008

MOMENTO VELHO E CRIANÇA








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No céu e mar de muito azul
No vento e sol de Geribá
Eu vi a onda forte se quebrar
Búzios vive a nos encantar

E na espuma gelada e branca
Que veio molhar a areia
Eu me vi cheio de vida
A mergulhar e brincar

Em harmonia com a natureza
No meio de tanta beleza
Eu só poderia mesmo sorrir
Não caberia tristeza.

UM MOMENTO DA NATUREZA



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Viço de vida que o vento fez cair e espalhar pelo chão, de cheirosas e coloridas flores, exuberância que já nem é juventude, mas brilho e serenidade nesse outono da vida.

E logo acima daquele chão, numa flor viva e doce, a borboleta veio renovar esse ciclo da natureza.

E como eu haveria de perder esse momento... e desejei também captá-lo numa fotografia, que até me inspirou descrevê-lo, sem mesmo ser um poeta. ney/

12 setembro 2008

RUA DAS PEDRAS - BÚZIOS

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BÚZIOS


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Da floresta do Jardim Botânico para o mar, hoje foi um dia em Búzios, de céu bem azul e quase verão.

CAMINHOS DA VIDA


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Duas poesias:
A vida tem cores que por vezes não percebemos , tem sons que nem sempre ouvimos, tem sabores que não provamos, armadilhas que nós mesmos armamos, e caminhos, muitos caminhos, que ainda não percorremos. Falta-nos tempo para apreciar os detalhes. Assim, deixamos o tempo, precioso tempo, escorrer pelos dedos da mão. Filhos que crescem e não percebemos, amores que vão se desfazendo, caindo na rotina massacrante, e não percebemos. Envelhecemos e abandonamos nossos sonhos, passamos pela vida e reclamamos, um ano começa e quando vemos, já acabou sem ao menos termos vivido. Nossas orações são ladainhas repetidas, expressões vazias da nossa desilusão, Deus no trono distante, nós na Terra errante... Não há mais tempo para a vida, apenas para os compromissos inadiáveis da nossa agonia, somos empurrados pelo consumismo, somos esmagados pelas dívidas, pelo preço de viver. Na luta diária da sobrevivência não há tempo:para poesia, flores, sentar no chão, andar descalço, comer com a mão, namorar na praça, andar sem direção ter com Deus uma comunhão...Estamos fugindo do encontro crucial entre nós e os nossos sonhos, entre o que queremos e o que não temos, entre o que imaginamos e o que é. E fica no ar a pergunta:para onde vamos? Que você vá rumo a felicidade, descobrindo que a vida é um presente sem igual, que Deus oferece para alguém especial, sentindo a brisa da manhã que convida, para a vida que se abre em flor, desejando pra você: muita paz e muito amor. Eu acredito em você
Autor Paulo Roberto Gaefke
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Agora parei p`ra pensar nisso…Foram tantos os caminhos percorridos e em cada um deles, encontrei muitas outras vidas…mil sonhares, em encontros tantas vezes ansiados, escondidos em curvas de esquinas ou paralelas, onde morrem os sonhos por falta de coragem de fazê-los reviver, ou pelo cansaço da vida.
Mas há que se caminhar sempre, ainda que o horizonte pareça distante e as pedras precisem ser contornadas. Ainda assim vale a pena prosseguir e contar que o amanha desfaça o medo e as incertezas que qualquer desilusão possa trazer. Somos senhores do destino, ainda que nos pareça incerto.
No fim de qualquer trajeto, há que se ter a certeza de que procuramos o sentido de tudo e que nada foi em vão. Cada momento vivenciado. Valeu a pena pela ventura e beleza de fazermos do nosso sentir, uma estória de amor, independente do seu final.
Guida Linhares

ENTRE DOIS AMORES - Rubem Alves (CRÔNICA)

IMPERDÍVEL !

O seu coração estava dividido entre dois amores. De um lado, um velho amor que se desfazia e do qual, se despedia. Tinha estado ligado àquela mulher por anos de afeto manso e tranqüilo, de amizade real e sincera. Coisa alguma poderia negar este fato. Durante este tempo, ele se sentira como alguém que caminha por uma planície colorida, sem montanhas e abismos, o ar claro e sem brumas, sabendo exatamente o que o esperava. Seu amor havia alcançado aquela condição de certeza sem surpresas, livre dos sofrimentos do ciúme e das dúvidas que são o inferno dos apaixonados. E era isto que ele deixava para trás. E por isto sofria. Encontrara uma outra mulher cuja imagem, por razões que ele não podia compreender, despertara das cavernas da sua memória uma outra cena cheia de mistérios, de perfumes exóticos, de penumbras eróticas, onde crescia o fruto dourado da vida. E ali, nesta nova cena que se refletia nos olhos daquela mulher, e se via como um homem diferente, de corpo jovem dotado de asas, pronto a voar pelo desconhecido, em nada semelhante ao ser doméstico ruminante que morava na cena do seu primeiro amor.
Apaixonara-se por ela. Apaixonara-se pela bela cena que via como aura mágica, em torno daquele rosto. Apaixonara-se pela sua própria imagem, refletida naquele olhar. Queria tê-la para poder ter-se deste modo intenso que nunca antes experimentara.Era preciso dizer adeus. Deixar para trás a antiga companheira fiel, e a cena pálida, descolorida e monótona que aparecia em sua aura cansada. Assim são os velhos amores: fiéis e cansados… Mas a idéia de magoá-la o horrorizava. Chegar para ela e simplesmente dizer: “Estou apaixonado por outra mulher. Vou-me embora…” — isto seria uma grosseria que ele nunca se perdoaria. Queria poupar-lhe a dor de ver-se deixada só, na plataforma da estação, enquanto ele partia.A dor de quem fica é sempre maior.
Parece-se com a dor após sepultamento,quando se volta para a casa, e o espaço se enche com a presença de uma ausência. Na verdade a dor da partida é maior que a dor da morte. Pois o morto se foi contra a vontade. Partiu me amando. Partiu triste por me deixar. Nenhuma alegria o espera. Por isto os pensamentos de quem ficou descansam tranqüilos, sem serem perturbados por fantasias dos novos amores e prazeres à espera do que morreu. Pois nada o aguarda.A morte pode ser a eternalização do amor. A morte fixa a bela cena, enquanto a partida destrói a bela cena. O apaixonado sofreria menos com a morte da pessoa amada que com a sua partida para um novo amor. Quem quiser entender as razões dos crimes de amor terá de levar isto em consideração. Quem mata por amor é como um fotógrafo que deseja eternizar a imagem amada na bela cena. Não era isto que Cassiano Ricardo sugeria no seu poema ´ Você e o seu retrato`? Ele pergunta: Por que tenho saudade de você, no retrato, ainda que o mais recente?E por que um simples retrato, mais que você, me comove, se você mesma está presente? E depois de sugerir várias respostas ela faz a seguinte afirmação: Talvez porque, no retrato, você está imóvel, sem respiração…Você, viva, ingrata, é a permanente possibilidade da surpresa, do gesto que irá destruir a beleza. Mas, no retrato, você fica imóvel. Transforma-se em quadro. Quem mata por amor é um fotógrafo (cruel) que imobiliza a bela cena. E assim a coloca na parede, como objeto de saudade e devoção, para sempre. Bem dizia Roland Barthes que a única coisa que se encontra fixada na fotografia, qualquer fotografia, é a morte.
Sim, o que fazer? Como partir sem fazer sofrer demais uma pessoa boa, por quem se tinha um afeto sincero? Por vezes uma mentira é o melhor caminho. Há verdades cruéis e mentiras bondosas. Na encruzilhada ética entre a verdade e a bondade, que a bondade triunfe.Imaginou então uma mentira. Iria dizer que estava em dúvidas sobre se ela realmente o amava. Que por vezes ele a observava com o olhar perdido, e que imaginava seus pensamentos distantes, andando por outros amores. Que, inclusive, durante o sono, ela dissera repetidas vezes o nome de um homem (Pobrezinha! Não teria formas de contestá-lo. Pois estava dormindo…) Assim, ele queria que os dois se dessem um tempo. Que ficassem longe, provisoriamente, a fim de que os sentimentos pudessem ficar mais claros. A distância é um excelente remédio para as confusões do amor. E assim ele fez.Ela ouviu suas alegações tranqüilamente, sem sobressaltos aparentes. Terminada a sua fala, quando ele se preparava para ouvir as contra- argumentações que deveriam se seguir, o que ele ouviu foi outra coisa: — Sabe? Cada vez mais me surpreende a sua sensibilidade. Como foi que você percebeu? Fiz tudo para esconder meus sentimentos de você! Eu não queria magoá-lo! Mas agora que você já sabe, é bom assumir a nossa verdade. De fato, há um outro. Chegou a hora de dizer adeus…
O que aconteceu naquele instante ele nunca pôde compreender. Pois aquelas palavras eram tudo de que precisava. Estava livre para se entregar sem culpas a sua nova paixão. Mas a única coisa que ele sentiu foi a dor imensa de uma paixão que repentinamente explodia por aquela mulher que lhe dizia adeus… E ele se viu solitário e triste, na plataforma vazia da estação, enquanto ela partia… Só lhe restava voltar para a casa vazia, onde ninguém o esperava… Como eu já disse: não é a pessoa que amamos; é a cena”.
(Retorno e Terno)Rubem Alves

10 setembro 2008

LOUCOS E SANTOS - Oscar Wilde.

Loucos e Santos - Oscar Wilde

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.Deles não quero resposta, quero meu avesso.Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.Para isso, só sendo louco.Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.Não quero amigos adultos nem chatos.Quero-os metade infância e outra metade velhice!Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.Tenho amigos para saber quem eu sou.Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

Outras:

"O homem tem a idade da mulher que ele ama".
"O mundo pode ser um palco, mas o elenco é um horror."
"O acordo é o último recurso dos que não têm imaginação."
"Para ser popular é necessário ser uma mediocridade."
"Quando eu era jovem, pensava que o dinheiro era a coisa mais importante do mundo. Hoje, tenho certeza."
"Uma coisa não é necessariamente verdadeira só porque um homem dá a vida por ela."
"Meus gostos são simples: prefiro o melhor de tudo."
"O dever é o que esperamos do comportamento dos outros."
Dê uma máscara ao homem e ele dirá a verdade."
"A melhor maneira de ter bons filhos é fazê-los felizes."
"Trabalho é o refúgio dos que não têm nada para fazer."
"Cinismo consiste em ver as coisas como elas são, não como deveriam ser."
"As vitórias de ontem são menos importantes que os planos de amanhã."
"O segredo da vida está na arte."
"Se um homem encara a vida de um ponto de vista artístico, seu cérebro passa a ser seu coração."
"Estamos todos na sarjeta, mas alguns de nós olham para as estrelas."
"O velho acredita em tudo; o homem maduro duvida de tudo e o jovem sabe tudo."
"A verdade em assuntos de religião é simplesmente a opinião que sobreviveu."
"Nunca deixe de perdoar seus inimigos, nada os aborrece tanto."
"Os jovens querem ser fiéis e não podem. Os velhos querem ser infiéis e não podem."

Oscar Wilde (Dublin, 16/10/1854 - Paris, 30/11/1900), foi um dramaturgo, escritor e poeta irlandês. Expoente da literatura inglesa durante o período vitoriano, sofreu enormes problemas por sua condição hossexual, sendo preso e humilhado perante a sociedade.
http://pt.wikiquote.org/wiki/Oscar_Wilde

DIFÍCIL COMEÇO

Para qualquer cidade que se vá, não sendo a passeio e turismo, as maiores que sejam, mais belas e desenvolvidas, sempre haverá um difícil começo, quando estamos só e não conhecemos ninguém, e deixamos para trás nossas raízes, família, amigos, amores, lugares onde crescemos e nos dizem tudo em cada detalhe.
E mesmo que se esteja na juventude, em pleno espírito de aventura e na busca de um espaço e uma realização profissional, haverá esse impacto de uma nova realidade, onde teremos que resolver todas as nossas possíveis dificuldades de sobrevivência, casa, comida, roupa lavada, e harmonizar com a nova vida.
Ao menos comigo foi assim, mesmo já tendo prestado o serviço militar, o que me obrigou a afastar um pouco do ambiente familiar, mas no quartel se tem casa e comida, funções determinadas, voltadas para a disciplina, defesa da Pátria, e o sobreviver numa outra cidade tudo vai depender de nossas atitudes.
E existem outras dificuldades, do nosso jeito de ser, como bem disse Caetano na bela música SAMPA... "Quando eu te encarei frente a frente, não vi o meu rosto... É que Narciso acha feio o que não é espelho, e a mente apavora o que ainda não é mesmo velho, nada do que não era antes quando não somos mutantes... E foste um difícil começo, afasto o que não conheço, e quem vende outro sonho feliz de cidade, aprende depressa a chamar-te de realidade, e podemos curtir numa boa...". Então eu falo assim desse meu começo, do jeito que sei dizer:

DIFÍCIL COMEÇO

Fim do dia.
Do expediente
Do trabalho
Da convivência
A alma ficava vazia

Todos saíam
Para suas casas
Famílias
Namoradas
Seus lares
Moradias

Eu ia pelas ruas
Esquinas, viadutos.
Garoa e vento frio.
Noites maiores que dias
Em momentos de solidão

Luzes, semáforos.
Sirenes, faróis.
madrugadas
Ruas vazias, vadias.
Letreiros luminosos.
Alegrias em fantasias.

Perdido na multidão
Só conhecia a dona da pensão
Que fazia a gosto a refeição
Algo acolhedor, familiar.

Prédios, concreto.
Trabalho, produção.
Nem via a lua e as estrelas
No cinema distraía a vida
As lembranças da família
Dos amigos, da namorada.

Dias, semanas.
Meses e anos
Voltar eu não conseguia
Tudo tem seu tempo
Esperar e harmonizar.

Criei identidades
Amizades.
Entendi a alma da cidade
Seu jeito de ser e cativar

É sempre um “difícil começo”
Viver uma nova realidade
Seja em qualquer cidade
Temos nossas raízes
Amores
E deles sentimos saudades.

Superei, cresci.
Venci
Conquistei espaços.
Passados 5 anos
Chegou o dia
Volto a minha cidade.

Ney.

08 setembro 2008

Acordo ortográfico (Clique aqui)

Para que possamos ir nos acostumando com a nova forma de escrever, vamos chegar junto ao acordo ortográfico que entra em vigor em 2009...

CONFISSÃO

O que me compõe é tudo o que minha alma já viveu.
É tudo o que meu corpo já sentiu.
É o que eu me lembro, sonho, sinto:
Amores, dores... Medos, vícios.
É o que eu crio para mim
E o que eu tiro... Desmorono...
E o que fica é só o verdadeiro:
Componho-me.

O que me habita é tudo o que eu consinto.
Tudo que é intrínseco, eu convivo.
Todos os “eus” me habitam
E todos eles gritam...
Fugas, fogueiras, fuzuês...
Habitam-me todos os sexos...
Crenças, cores, quereres...
E eu não fujo:
Habito-me.

O que eu conheço é o que eu busco
E eu busco só o total...
O que toca fundo, o que tem sentido.
Meio termo, meio passo, meio vivo;
O meio me faz mal.
Quem não se conhece aceita qualquer coisa...
Não conheço o caminho,... Mas hei de seguir...
Não sei do mundo, mas sei de mim:
Conheço-me.

O que eu permito é tudo que me eleva
Se não engrandece, não me acrescenta: desce!
A luz e a sombra me somam, me mostram, me são.
Sou o doce e o veneno, não há o que escolher...
Verso e inverso, yin-yang, eu me completo.
Não me tiro:
Permito-me.

Tudo que minha alma já viveu me compõe
E o que me compõe habita em mim
E o que habita em mim, eu conheço
E o que eu conheço eu permito
E o que eu permito, é.
Eu Sou.
Permito-me!

Carolina Salcides.

A VIDA

A vida é uma oportunidade - aproveita-a
A vida é uma beleza - admira-a
A vida é um dom - aprecia-o
A vida é um desafio - aceita-o
A vida é um dever - assume-o
A vida é um jogo - joga-o
A vida é cara - preserva-a
A vida é um tesouro - conserva-o
A vida é um amor - saboreia-o
A vida é um mistério - aprofunda-o
A vida é uma promessa - cumpre-a
A vida é tristeza - ultrapassa-a
A vida é uma canção - canta-a
A vida é uma luta - trava-a
A vida é uma tragédia - enfrenta-a
A vida é uma aventura - ousa-a
A vida é nobre - merece-a
A vida é preciosa - não a destruas
A vida é vida - luta por ela!

Madre Teresa de Calcutá

07 setembro 2008

SELVA DE PEDRA



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Vivo entre prédios.
Respiro ar sujo
piso o pó urbano dos passeios
e à noite vejo as estrelas
coadas pelo véu acinzentado da cidade.
Mas quase só entendo
a linguagem murmurada das árvores
e os meus passos citadinos
trilham quase sempre
caminhos paralelos na floresta.
Se canto
é porque as estrelas que sei
me inspiram...
E quase me aproximo do silêncio. Fata Morgana

É PRECISO QUE OS OLHOS SAIBAM VER...


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Quadros do neyniteroi (ENORMES), 1,20 x 90cm. - lá de 1995, quando cismei de pintar, e foi o jeito que encontrei de quem não tem técnica e experiência, nenhum curso, só vontade.
Ontem eu li um texto (Marcelo Merchiori), que tem um pouco a ver com o dito no post anterior, e diz assim: "Segundo Freud, as forças mentais relativas ao princípio do prazer manifestam-se, principalmente, relegadas para o inconsciente e operando através dele. O consciente é, por sua vez, regido quase somente pelo princípio da realidade. Nesta cisão, o ser humano é afastado de seus anseios e acaba vivendo em contato não com o objeto que deseja e busca, mas com um mero reflexo incapaz de causar satisfação. Desta forma, o princípio de realidade não contém tantos aspectos que possam ser chamados de reais. A arte seria um pouco esse nosso desejo de exprimir essa felicidade que ficou contida, a liberdade de vivê-la por inteiro.
Num outro texto de Rubem Alves, já postado aqui, se diz o seguinte:
"Geórgia O’Keeffe foi uma pintora norte americana. Seus quadros são assombrosos! Porque seus olhos são assombrosos! “Ninguém vê uma flor, realmente”, ela observou certa vez. “A flor é tão pequena... Não temos tempo e o ato de ver exige tempo, da mesma forma como ter um amigo exige tempo.” O ver, como fenômeno físico, acontece instantaneamente. Basta abrir os olhos... A luz toca a retina e a imagem se forma nalgum lugar do cérebro. Igual ao que acontece com a máquina fotográfica. Mas há um outro ver que não é coisa dos olhos. Como quando se contempla uma criança adormecida. A visão de uma criança adormecida nos acalma. Faz-nos meditar. O olhar se detém. Acaricia vagarosamente. O olhar se torna, então, uma experiência poética de felicidade. Sentimos que a criança que vemos dormindo no berço dorme também na nossa alma. E a alma fica tranqüila, como a criança. É por isso que mesmo depois de apagada a luz, ida a imagem física, vai conosco a imagem poética como uma experiência de ternura.
Você se lembra daquele diálogo entre o Pequeno Príncipe e a raposa? A raposa queria que o Pequeno Príncipe a cativasse. Mas ele não sabia o que era cativar. Aí ela ensinou: eu me assento aqui e você se assenta lá, longe de mim. Nós nos olhamos e ficamos com uma vontade de chegar mais perto. No dia seguinte nos assentamos mais perto... E assim vai indo, até que nos assentamos juntos. Quando isso acontecer eu estarei cativada. E eu o verei então de uma forma como ninguém mais o vê... "
As flores de Geórgia O'Keeffe podem ser vistas em: http://www.youtube.com/watch?v=59grkW5-6eY

06 setembro 2008

O AMOR EM ALGUNS TEXTOS FILOSÓFICOS...

Os filósofos e o amor...
Trecho do livro de Leandro Konder

“O amor... interrompe a cada momento o mais sério dos trabalhos e algumas vezes deixa perplexos, mesmo que por alguns instantes, os cérebros mais geniais. Ele não hesita... em interferir nos negócios do estadista e nas investigações do intelectual. Ele sempre encontra meios furtivos de introduzir seus bilhetes apaixonados e cachos de cabelos do ser amado até mesmo nas pastas ministeriais e nos manuscritos filosóficos”.

... Concluo que somos razão e emoção.

COGUMELO

Eu gosto desse texto, ele me faz ver que vale a pena expor nossos sentimentos, como fiz no vídeo anterior "FOLHAS SECAS PELO CHÃO", e em outros, usando um pouco as palavras dos poetas que dizem melhor, porque se calar parece mais sensato, confortável, e atende ao nosso lado contraditório de muitas vezes achar que nos expondo, podemos ter uma sensação de perda, de sonho, de espaço invadido, amor próprio ferido. Mas aqui no outono da vida o que me interessa mesmo é SER, vivenciar cada momento desse caminhar, não cabem máscaras, e temos mesmo que nos entender com nossos EUS mais profundos e verdadeiros. E vale sonhar, porque nas atitudes já nos fazemos presentes na realidade do dia-a-dia, e que também será melhor quanto mais trocarmos idéias e enriquecermos o que temos de melhor. Vamos ao texto:

“Eu conheço um planeta onde há um homem vermelho, quase roxo. Nunca cheirou uma flor. Nunca olhou uma estrela. Nunca amou ninguém. Nunca fez outra coisa senão somas. E o dia todo repete como tu: “Eu sou um homem sério! Eu sou um homem sério!” e isso o faz inchar-se de orgulho. Mas ele não é um homem; é um cogumelo!” Trecho do livro O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint Exupéry Fiquei refletindo, depois de ler esta brilhante afirmação de Saint Exupéry, sobre ser uma pessoa ou um cogumelo... Pensei que ser um cogumelo faz jus ao sentimento de solidão característico dos últimos tempos. Temos experimentado uma combinação explosiva entre insegurança e medo, causando-nos uma solidão modificada, diferente daquela que sentíamos há algumas décadas, especialmente por ser tão contraditória a dinâmica atual do mundo, que nos proporciona tantas formas de encontros. A tecnologia facilita, aproxima, encurta distâncias, oferece inúmeras opções para se “conhecer” pessoas. Entretanto, o fato é que estamos cada vez mais nos sentindo sós, descartados de um todo que outrora confortava, acolhia, preenchia qualquer súbita sensação de vazio. Sim, é verdade, somos singulares por natureza. Uma pessoa, uma vida. Somos indivíduos por definição. Há que se considerar, portanto, a magia e a importância existentes na condição de ‘ímpar’ que nos identifica. Isto é indiscutível! A nossa forma só compõe um desenho realmente válido quando encaixada a outras formas. Mas, para tanto, precisamos nos envolver e nos permitir, considerar possível a entrega, apesar de sentimentos como insegurança e medo. Temos misturado e confundido dois termos que são, na verdade, antagônicos: amor-próprio e egoísmo. Temos acreditado - catastroficamente - que, ao desenvolvermos uma boa auto-estima e respeitarmos nossos desejos, deveremos - quase como numa conta matemática - desconsiderar o outro. Como se numa relação houvesse espaço para somente um ser respeitado e, consequentemente, o outro ser desrespeitado. Temos agido equivocadamente por apostarmos que em detrimento do que “o outro é”, deve prevalecer sempre o que “eu sou”. Primeiro a minha vontade. Depois, se for cabível, dou atenção ao que o outro deseja. E se ele não aceitar que assim seja, então que ‘vá às favas’. Temos sido ingênuos o bastante para acreditar que se o outro não nos aceita como somos é porque não gosta de nós o suficiente e, portanto, não merece estar ao nosso lado e desfrutar de nossa companhia. Ledo engano. Relações que valem a pena são aquelas onde há espaço para todos serem respeitados, porque existe consciência e disponibilidade para conhecer a si mesmo e ao outro. Mas temos perdido a capacidade de acolher as diferenças, de aceitar aquilo que nos obriga a nos olhar de frente, sem as máscaras. Não queremos rever nossas escolhas. Não queremos mudar para nos adaptar. A partir das teorias atuais, mudar pelo outro não faz parte das regras. Não combina com amor-próprio. No entanto, por conta da inflexibilidade e da distorção sobre o que venha a ser o tal do amor-próprio, estamos todos morrendo de solidão. É... eu sei que não dá para ser profundo com todo mundo. Não teríamos tempo nem disponibilidade interna para tanto. Somos naturalmente seletivos. Por isso, escolhemos (ou pelo menos deveríamos escolher) certas pessoas para quem nos entregamos a ponto de nos mostrar sem máscaras, sem meias-palavras, sem pensar tanto em como devemos nos comportar e o que dizer ou em quem ser a cada instante. São nessas relações que eu invisto, pois é justamente onde recarrego minhas energias. É esse tipo de encontro que me faz sentir integrante, porque mais do que ser adequada, nelas eu sou autêntica, genuína, inteira e, portanto, brilhante. Chega de ser cogumelo!
Rosana Braga.
E, por oportuno, vale lembrar as belas palavras de QUINTANA:

Se as coisas são inatingíveis... ora! não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora a mágica presença das estrelas! (Mario Quintana).

05 setembro 2008

UM NOVO MORADOR DA CASA





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Esse é o CALOPSITA, o novo morador da casa, alegria da neta e das amigas, mas ainda muito novo para cantar como esse do youtube: http://www.youtube.com/watch?v=nb3OVsPZWEM

UM BREVE PASSEIO POR NITERÓI (clique aqui)

http://www.youtube.com/watch?v=PfOuj-iSCh0&eurl=http://www.neltur.com.br/port/indice.htm

MONUMENTO A NOSSA SENHORA AUXILIADORA





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O Monumento a Nossa Senhora Auxiliadora, aqui fotografado da minha varanda, foi inaugurado em 1900, bem antes do Cristo Redentor. No plano inclinado os trilhos de uma cremalheira por onde um bonde levava até o alto, em 1929 foi construída uma estrada. Tinha vista de toda a cidade, da Baía da Guanabara e do Rio, conforme se vê numa das fotos tiradas do mar.

MOMENTOS DO CAMINHAR












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E foi 1 ano de serviço militar (1963), então obrigatório aos 18 anos, de muito preparo físico e aprender a atirar, mas em tempos de paz, e valeu a disciplina e a cidadania... e marchando cantávamos hinos da artilharia.
E pouco antes, na Basílica de Nossa Auxiliadora, como aluno do Salesiano, nas missas de domingo cantávamos hinos religiosos, mas num contexto descontraído e de ser um colégio católico, mas sempre mais voltado para a educação. E ficaram esses hinos na minha memória, mas num canto de paz, de seguir um caminhar que fazia parte de uma época. E não se pode esquecer a juventude, o namorar, então iam as meninas nos ver cantar. BONS TEMPOS!
E a Basílica tem uma bela arquitetura, conjugando influências moura e gótica; o órgão (1956), foi fabricado na Italia e é o maior da América Latina, com 11.130 tubos, e no local se realizam eventos de música clássica (vide abaixo). E a Fortaleza Santa Cruz, onde servi o Exército, se tornou um importante ponto histórico e turístico do País. E eu vou seguindo meu caminhar, agora na terceirona, no outono da vida, que chamam de melhor idade, talvez para consolar (?). Valem todas as idades, como os encantos de todas as estações.

FOLHAS SECAS PELO CHÃO

Clique em PLAY > na imagem acima (som)

É tanto o silêncio, que podemos ouvir nosso caminhar sobre as folhas secas pelo chão, por isso foi intencional minha passagem sobre as folhas para gravar o som no vídeo. E se ouve os pássaros, a água do rio correndo, se sente o aroma das flores e a brisa fresca no ar. É a consciência de que o universo todo é pura energia vibrando em diferentes níveis, pode ser vista e reage às nossas expectativas e ações.Essa energia passa a ser sentida ao observarmos as coisas da natureza ao nosso redor, começando pelas plantas e árvores, depois pelos outros seres e daí para as outras coisas, onde tudo convive e se ajusta em harmonia.

De tudo se pode tirar algumas lições... perceber, constatar, conscientizar e aprender como se relacionar de uma maneira melhor com a natureza e com as pessoas, realçando o que de melhor existe neles. Uma espécie de inteligência emocional que poderá nos dar chances de sermos mais integrados, coerentes e humanos. Quanto mais beleza vemos, mais evoluímos. Quanto mais evoluímos, mais alto vibramos.

04 setembro 2008

Sobre a vírgula.

O que vocês acham da vírgula, é tão importante mesmo?
Vejam que legal a campanha dos 100 anos da ABI (Associação Brasileira de Imprensa).

Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.


Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

E vilões.
Esse juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

Uma vírgula muda tudo.ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

*Detalhes Adicionais*'

*SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.'*


Se você for* mulher*, certamente colocou a vírgula depois de MULHER.Se você for* homem*, colocou a vírgula depois de TEM.

03 setembro 2008

Ainda sobre folhas secas...

“... A folha se descobriu a perder a cor, a ficar cada vez mais frágil.
Havia sempre frio e a neve pesava sobre ela.
E quando amanheceu veio o vento que arrancou a folha de seu galho.
Não doeu.
Ela sentiu que flutuava no ar, muito serena.
E, enquanto caía, ela viu a árvore inteira pela primeira vez.
Como era forte e firme!
Teve certeza de que a árvore viveria por muito tempo, compreendeu que fora parte de sua vida. E isso deixou-a orgulhosa.
A folha pousou num monte de neve.
Estava macio, até mesmo aconchegante.
Naquela nova posição, a folha estava mais confortável do que jamais se sentira.
Ela fechou os olhos e adormeceu.
Não sabia que a folha que fora, seca e aparentemente inútil, se ajuntaria com água e serviria para tornar a árvore mais forte.
E, principalmente, não sabia que ali, na árvore e no solo, já havia planos para novas folhas na primavera.

Leo Buscaglia

02 setembro 2008

FOLHAS SECAS



FOTO NEY - CLIQUE SOBRE A IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA.

Vivi muito tempo, e o caminho da minha vida perde-se nas folhas amarelas e secas.William Shakespeare.

A natureza é o único livro que oferece um conteúdo valioso em todas as suas folhas.Johann Goethe.

Conta à lenda que tudo que cai nas águas deste rio - as folhas, os insetos, as penas das aves - se transformam nas pedras do seu leito. Ah, quem dera eu pudesse arrancar o coração do meu peito e atirá-lo na correnteza, e então não haveria mais dor, nem saudade, nem lembranças.Paulo Coelho.

Mude suas opiniões, mantenha seus princípios. Troque suas folhas, mantenha suas raízes.Victor Hugo.

Se não houver frutos, valeu a beleza das flores; se não houver flores, valeu a sombra das folhas; se não houver folhas, valeu a intenção da semente.Henril.

Quando algo que você goste acabar, ou simplesmente ir embora, lembre-se que as folhas do outono não caem porque querem e sim porque é chegada a hora, desconhecido.

O desejo é uma árvore com folhas; a esperança, uma árvore com flores; o prazer, árvore com frutos.Guilherme Massien.

Tenho dó das estrelas.

Na voz de Paulo Autran
http://www.youtube.com/watch?v=c2IarPUIFxE&NR=1


Tenho dó das estrelas
Luzindo há tanto tempo,
Há tanto tempo…
Tenho dó delas.

Não haverá um cansaço
Das coisas,
De todas as coisas
Como das pernas ou de um braço?

Um cansaço de existir,
De ser,
Só de ser,
O ser triste brilhar ou sorrir…

Não haverá, enfim,
Para as coisas que são,
Não morte, mas sim
Uma outra espécie de fim,
Ou uma grande razão
–Qualquer coisa assim
Como um perdão?
Fernando Pessoa

MEUS OITO ANOS - Casimiro de Abreu

OUÇA AQUI NA VOZ DE PAULO AUTRAN:
Meus oito anos
Oh ! Que saudades que tenhoDa aurora da minha vida,Da minha infância queridaQue os anos não trazem mais!Que amor, que sonhos, que flores,Naquelas tardes fagueiras,À sombra das bananeiras,Debaixo dos laranjais!Como são belos os diasDo despontar da existência!- Respira a alma inocênciaComo perfumes a flor;O mar é - lago sereno,O céu - um manto azulado,O mundo - um sonho dourado,A vida - um hino d'amor!Que auroras, que sol, que vida,Que noites de melodiaNaquela doce alegria,Naquele ingênuo folgar!O céu bordado d'estrelas,A terra de aromas cheia,As ondas beijando a areiaE a lua beijando o mar!h ! dias da minha infância!Oh ! meu céu de primavera!Que doce a vida não eraNessa risonha manhã!Em vez das mágoas de agora,Eu tinha nessas delíciasDe minha mãe as caríciasE beijos de minha irmã!Livre filho das montanhas,Eu ia bem satisfeito,Da camisa aberta o peito,- Pés descalços, braços nus -Correndo pelas campinasÀ roda das cachoeiras,Atrás das asas ligeirasDas borboletas azuis!Naqueles tempos ditososIa colher as pitangas,Trepava a tirar as mangas,Brincava à beira do mar;Rezava às Ave-Marias,Achava o céu sempre lindo,Adormecia sorrindoE despertava a cantar!..Oh ! Que saudades que tenhoDa aurora da minha vida,Da minha infância queridaQue os anos não trazem mais!Que amor, que sonhos, que flores,Naquelas tardes fagueiras,À sombra das bananeiras,Debaixo dos laranjais! .
ou LEIA AQUI:

01 setembro 2008

ADENDO



Clique sobre a imagem para ampliá-la.

Aqui a abóboda da Basílica por dentro, e na outra imagem da minha varanda, a indicação do monumento ao fundo. Alguns aqui do prédio, e da vizinhança, chegam nas varandas e rezam olhando para a N.S. Auxiliadora lá no monumento, que à noite fica bonito iluminado. No Rio é o Cristo, aqui e a Nossa Senhora.

MINHA RUA E A SUA VOLTA


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Depois de uma manhã de muitas nuvens, uma tarde de céu azul. Fui pedalar e andar no quarteirão, clicar o momento vagabundo. Eu ia perder um céu assim? Nunca!
A minha rua; o Monumento a Nossa Senhora Auxiliadora, inaugurado em 1900, visto aqui da minha varanda; uma árvore aqui da rua; a Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora junto ao Colégio Salesiano; a cúpula (abóbada) da Basílica; a frente da igreja e lá no alto do morro o monumento.

Tudo tem seu tempo...

Essa passagem Bíblica eu fui buscar no livro de Eclesiastes 3 nos versículos de 1 a 8


Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.

Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;

Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;

Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;

Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;

Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;

Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;

Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.

UM MESMO LUGAR / REALIDADES DIFERENTES







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Um mesmo lugar, realidades diferentes... o ontem e o hoje, o velho e o novo, avô e neta, gerações diferentes, renovaçao da vida.