01 agosto 2010

O verbo amar



O verbo amar

Te amei: era de longe que te olhava
e de longe me olhavas vagamente...
Ah, quanta coisa nesse tempo a gente sente,
que a alma da gente faz escrava.

Te amava: como inquieto adolescente,
tremendo ao te enlaçar, e te enlaçava
adivinhando esse mistério ardente
do mundo, em cada beijo que te dava.

Te amo: e ao te amar assim vou conjugando
os tempos todos desse amor, enquanto
segue a vida, vivendo, e eu, vou te amando...

Te amar: é mais que em verbo é a minha lei,
e é por ti que o repito no meu canto:
te amei, te amava, te amo e te amarei!

(Poema de JG de Araujo Jorge
do livro -Bazar de Ritmos- 1935)

5 comentários:

Clecilene Carvalho disse...

Amor eterno que não diminue com o tempo!

Beijos.

Zen disse...

Querida, lindo texto esse de um poeta maravilhoso. Amor que infelizmente nos dias atuais, não se encontra. Beijinho. Sandra.

heli disse...

Clecilene.
Você está linda nessa foto.
Obrigada pela presença sempre constante por aqui e também acho o amor não diminui com o tempo...
beijos,
heli

heli disse...

Zen.
Há muita falta de amor sim, mas ainda há aqueles que amam ao seu modo.
Amar, deveria ser algo mais desejado, mais partilhado, mas parece que as pessoas estão preferindo o desamor.
Obrigada pela visita
beijos,
heli

ney disse...

J.G. de Araujo Jorge sempre disse bem, com amor, vida e poesia. Belo texto. ney.